Crise financeira aumenta interesse de assalariados em aplicar dinheiro do FGTS e da rescisão trabalhista para virar patrão. Franquias de pequenos e médios portes registram aumento de até 60% nos últimos meses.
Desde o estouro da crise financeira mundial — quando empresas iniciaram uma onda de demissões e a insegurança tomou conta dos empregados —, o número de brasileiros que planejam abrir o próprio negócio cresce sem parar. O principal alvo tem sido o sistema de franquia, com marcas de sucesso sedutoras e modelos formatados e estruturados. Usar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) pode ser o ponto de partida para se lançar no mundo empresarial. Bancos oficiais e privados oferecem linhas de crédito específicas para quem quer virar dono do próprio negócio.
Presidente eleito da ABF-RJ (Associação Brasileira de Franchising), Alain Guetta diz que a franquia é a “opção intermediária entre o assalariado puro e o empreendedor selvagem”. “Troque seu PDV (Programa de Demissão Voluntária) por um PDV (Ponto De Venda)”, brinca, usando as siglas, indicando a oportunidade como alternativa em tempos de crise.
A ABF projeta para este ano um avanço de 13%. Em 2008, o setor faturou R$ 55 bilhões, aumento de 19,5% em relação a 2007. Diversas companhias vêm registrando procura 30% maior desde novembro. Leia mais.















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