Nos últimos 10 anos, o mercado de trabalho brasileiro passou a contar com uma força que mescla criatividade, praticidade, delicadeza e vaidade. Aumentou em 300% a participação feminina no trabalho fora de casa e isso se deve à necessidade de melhorar a receita familiar e também de consumir as facilidades que o próprio mercado oferece.
Essa alta colocou o Brasil em 9º lugar no ranking dos países mais empreendedores do mundo. Quem afirma é uma representante da classe, a pesquisadora na área de marketing empresarial e pessoal, Fádua Sleiman. Com o tema “Sou mulher e arraso na empresa!”, ela foi uma das palestrantes da 3ª Fenep (Feira de Negócios Empresariais), que terminou na sexta-feira (24), no Engenho Central.
Segundo Fádua, apenas 2% das mulheres brasileiras ocupam cargos de chefia ou presidência nas empresas, um número que não ultrapassa os 4% no mundo. “Isso ocorre, principalmente, devido à falta de preparo das mulheres para o mercado de trabalho, pois muitas foram criadas para serem esposas e mães e não empresárias. Por outro lado, existem ainda muitos preconceitos e a questão das políticas salariais, diferentes para homens e mulheres”, disse.
Fádua é especialista em franquias e afirma que, nesse ramo, as mulheres são a maioria, por darem preferência a negócios já formatados, confortáveis e sem muitos riscos. “O empreendedor é ágil, perspicaz, tenaz, comprometido e não tem medo de trabalhar. As mulheres hoje em dia estão abrindo mão de casamento e filhos para investir nas carreiras e mesmo as casadas, acabam colocando a profissão em primeiro lugar, já que manter a vaidade é caro”, afirmou.
Para os franquiadores, isso é uma vantagem, já que as empreendedoras costumam ter mais facilidade para seguir regras que os homens, mais contestadores. Entre as franquias mais apreciadas por elas, estão as das áreas de cosméticos, vestuário, academias, roupas de fitness e, em 70% dos casos, escolas de idiomas. Nos negócios em que administra, também é a mulher a responsável por gerar mais empregos para ambos os sexos.
Na opinião da especialista, as mulheres precisam aprender a se arriscar mais. A geração das mulheres de 30, segundo ela, teve mais sorte que as anteriores, porque se depara com um mercado mais facilitado, que leva as empresas a buscarem competência, independente se essa capacidade é pertinente a um homem ou mulher.
Mercado De Batom
October 31, 2008 by MasterMoney | 0 Comments
In Notícias, Oportunidades de Negócios, Pequenas Empresas
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