Como Enxergar A Economia Brasileira

July 11, 2008 by MasterMoney | 0 Comments
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IstoÉDinheiro:

Dois meses atrás, o Brasil batia às portas do paraíso. Havia acabado de receber o grau de investimento das agências classificadoras de risco e nada parecia capaz de deter a maré de otimismo.
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Hoje, embora o País não tenha descido ao purgatório, aquela certeza já não existe mais. Isso porque nunca houve tantos sinais contraditórios como agora. De um lado, o setor produtivo continua batendo recordes. As montadoras de automóveis, por exemplo, fecharam o primeiro semestre com vendas de 1,4 milhão de unidades, o que representa uma alta de 30% em relação a 2007.

Ao mesmo tempo, a nuvem negra que estacionou sobre a economia global – e em especial sobre os mercados financeiros – parece mais ameaçadora do que nunca. Na semana passada, a Bolsa de Valores de São Paulo enfrentou alguns de seus piores pregões e devolveu, com sobra, todos os ganhos de 2008.

Diante disso, em que economia se deve acreditar: a das linhas de produção aquecidas ou a do frágil papelório das bolsas? Na verdade, em ambas. A questão é saber quando e como uma irá se conectar à outra. “O contágio virá como sempre veio: pelo setor externo”, prevê o economista Paulo Rabello de Castro, sócio da agência de risco SR Rating. Um sinal preocupante, que reforça seu argumento, foi a volta de um fenômeno que o Brasil não vivia havia muito tempo: fuga de capitais. Em junho, as saídas de recursos somaram US$ 5,5 bilhões. Se o fenômeno se aprofundar, o real deverá se desvalorizar. “Eu não me surpreenderia se o dólar pulasse a R$ 1,90 até o fim do ano”, diz Rabello de Castro.

Qual seria a lógica disso? Leia aqui.

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