Banco Central autoriza mudanças nas regras de concessão que ampliam a oferta de dinheiro.
O acesso ao crédito ficou mais fácil para as micro e pequenas empresas. O Banco Central regulamentou a lei que autoriza as Sociedades de Crédito ao Microempreendedor (SCMs) a ampliar o valor máximo dos empréstimos - que era de R$10 mil - para o equivalente a 5% do patrimônio líquido da empresa. O limite de endividamento dos empreendedores também subiu: passou de 5 para 10 vezes o patrimônio líquido.
Hoje mais empresas também podem recorrer a essas instituições para tomada de crédito. Antes, o faturamento máximo dos clientes das SCMs era de R$240 mil. Agora, pulou para R$2,4 milhões.
Criadas em 1999, as SCMs são uma espécie de banco dos empreendedores - financiam a compra de máquinas, descontam cheques e duplicatas, dão crédito para capital de giro. Hoje, existem 14 entidades no Estado de São Paulo. No Brasil, são 56. Juntas, elas oferecem o equivalente a R$ 52,773 milhões em crédito. Cobram juros semelhantes aos do mercado. Dependendo do financiamento, as taxas variam entre 2,5% e 6% ao mês.
Mas o que difere as SCMs dos bancos é principalmente a agilidade do processo de concessão de crédito. Nessas financeiras, os empreendedores conseguem a liberação do crédito na hora. E aqueles que costumam ser barrados nos bancos - seja por estarem na informalidade ou por terem o nome sujo na praça - ganham uma chance de captar recursos para alavancar o desenvolvimento do seu negócio. Saiba mais.

















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