SERH:
O questionamento a respeito do sacrifício da vida pessoal para se atingir o sucesso profissional tira o sono de muita gente. Ou melhor, segundo Betânia Tanure, professora da Fundação Dom Cabral (FDC) e autora do recém-lançado livro ‘Executivos: Sucesso e (in) Felicidade’, há quem prefira nem pensar sobre o assunto para fugir do sofrimento. Ela e Herbert Steinberg, conselheiro independente de empresas, estiveram reunidos em São Paulo, este mês, num debate que faz parte de uma série de eventos a serem promovidos pela X Idéias.
De um lado, Betânia, que acredita que não há como encontrar a realização plena, priorizando apenas a atividade profissional. ‘Aqueles que têm brilho nos olhos, paixão pelo que fazem, sofrem menos com o sacrifício da vida pessoal’, comenta. Ela alerta, no entanto, para a armadilha da satisfação no curto prazo. ‘No trabalho é possível ter reconhecimento no curto prazo, já âmbito pessoal não. É necessário um investimento muito maior de tempo para se construir relações de confiança e colher os seus frutos. Por isso, costuma-se abrir mão de exercer os papéis relacionados à vida particular. Poucos, aliás, se questionam a respeito de seus outros papéis além do profissional e têm um projeto de vida claro.’
Com uma visão diferente, Steinberg acredita que, ao encontrar sua vocação, ou seja, seu propósito de vida, a principal responsabilidade da pessoa passa a ser com o exercício dessa vocação. Assim, fazendo o que se gosta, seria possível obter plena satisfação com a vida. ‘Quando ajudo alguém a ser presidente, parece que fui eu que virei presidente’, comenta.
Mais.
















No comments yet.