
O executivo catarinense Décio Silva, de 51 anos, dedicou as 2 últimas décadas de sua carreira a transformar a Weg em uma das maiores fabricantes de motores elétricos do mundo. Foi Silva quem regeu o processo de internacionalização da empresa, fundada em 1961 por seu pai e 2 sócios, e dirigiu pessoalmente a implantação de fábricas no México, em Portugal, na Argentina e na China.
Atualmente, a Weg exporta seus produtos para 100 países, e o faturamento da empresa mais que triplicou entre 2000 e 2006 - saiu de 963 milhões de reais para 3,5 bilhões. Depois de cumprir sua trajetória na Weg, Silva prepara-se agora para abandonar o posto de presidente (ele será substituído por Harry Schmelzer, atual diretor regional da empresa na Europa) e assumir o comando de um negócio igualmente vultoso. A partir de janeiro, o empresário presidirá a Weg Participações, empresa que detém o controle da Weg e administra a fortuna das famílias dos 3 fundadores do grupo industrial - Eggon João da Silva, pai de Décio, Werner Ricardo Voigt e Geraldo Werninghaus.
No novo posto, Silva vai gerir um patrimônio avaliado em 1 bilhão de reais (o equivalente a 70% do valor patrimonial da própria Weg). ‘A Weg Participações adquiriu dimensões de uma grande empresa e precisa ser gerida como tal’, diz Silva.
A Weg Participações faz parte de uma categoria conhecida pelo termo inglês family office, destinada a administrar os recursos financeiros de controladores de empresas e os de seus herdeiros. O funcionamento é relativamente simples. Como acionistas da Weg, as famílias Silva, Voigt e Werninghaus recebem dividendos das ações que possuem na empresa - só no ano passado foram repassados quase 230 milhões de reais. Esse dinheiro é depois reinvestido no mercado financeiro ou em outros negócios que os sócios julguem promissores. Saiba mais.
Foto: Marcelo Almeida.


















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