
Por Christian Barbosa - Mídiacon:
Costumo ouvir de várias pessoas que sonham em ter seu próprio negócio, que esse seria o único caminho para ter aquela vida tão sonhada de trabalho, com tempo para família, lazer, esporte e passeios. Aquela cena de filme do empresário bem sucedido à beira da praia, bebendo com os amigos e contabilizando seus lucros.
Com certeza, essa é uma cena que está longe da maior parte dos empreendedores e o mito do tempo livre é apenas mais uma lenda do mundo corporativo.
Trabalho com muitos empreendedores em treinamentos e palestras, e na verdade o que acaba acontecendo é a reclamação generalizada de falta de tempo, de jornadas de trabalho superiores a 12 horas diárias (incluindo finais de semana), de poucos resultados e de stress. Nesse tornado de sentimentos, ainda temos a ansiedade, que é gerada pelos tão esperados resultados, a cobrança da família pelo afastamento e pressões de funcionários, parceiros, sócios para os negócios acelerarem.
Uma causa comum desses problemas é um processo invisível e silencioso que acontece no começo de muitos negócios. Chamo esse fenômeno de ‘Síndrome da Fusão’: onde a vida pessoal se une com a vida empresarial. Empresa e vida pessoal se transformam em uma única coisa e nesse momento, começam a aparecer muitos problemas. Um sintoma clássico dessa síndrome é quando o pró-labore se mistura ao caixa da empresa. Outro sintoma é marcar reuniões com freqüência aos sábados, domingos ou após o expediente. Existem muitos sintomas da síndrome da fusão. O caso se torna grave quando o empreendedor acha que essas ações estão certas!
Esse é o momento que o empreendedor descobre que ele na verdade é o pior tipo de patrão: o patrão de si próprio.
















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