DCI:
Empreender, neste país, é algo para poucos corajosos. Afinal, ano após ano, o sonho de muitos brasileiros de abrir ou expandir seu próprio negócio esbarra nos mesmos entraves: o número absurdo de impostos e a não menos absurda burocracia.

Uma empresa sediada na cidade de São Paulo, por exemplo, é obrigada a arcar, no mínimo, com quatro impostos federais (PIS, Cofins, Contribuição Social e Imposto de Renda), além de outros estaduais (como o ICMS) e municipais (ISS, por exemplo), somando 8 tributos, sem incluir outras taxas. Empresas de gêneros alimentícios ou indústrias com atividades consideradas potencialmente poluidoras chegam a arcar com 12 taxas e impostos nas 3 esferas.
Boa parte desses entraves, pelo menos para os pequenos empreendimentos, deverá desaparecer a partir de 1º de julho, quando entra em vigor a nova Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. A lei, no entanto, ainda precisa ser regulamentada pelos estados e municípios para ganhar validade.
O emaranhado tributário, porém, não é o único obstáculo que enfrenta o empreendedor na corrida pelo sucesso de seu negócio. Mudanças constantes na legislação e a falta de experiência no acompanhamento empresarial contribuem para barrar a formação de novas empresas, a geração de empregos e o conseqüente desenvolvimento nacional.
















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