
Debora Amabile:
Em meio às notícias sobre a escassez de água no mundo, as pequenas empresas paulistas começaram a investir no reaproveitamento do recurso natural como alternativa de negócio.
No Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec), as empresas da rede de Meio Ambiente trabalham no desenvolvimento de produtos que buscam a utilização racional da água e sua conseqüente preservação, associadas ao crescimento econômico.
Entre os projetos em desenvolvimento, estão o aquecedor solar de baixo custo e racionalização da água.
Economizando água
A organização não-governamental Sociedade do Sol (SoSol), por exemplo, criou um aquecedor solar de baixo custo para substituir os chuveiros elétricos.
De acordo com o responsável por pesquisa e desenvolvimento da entidade, Augustin Woelz, o custo para a fabricação pelo próprio usuário é de R$ 250.
Outro método desenvolvido pela ONG é o Reuso de �?gua para a população da periferia. ‘Onde não é possível captar a água da chuva, nós desenvolvemos um sistema de captação da água do chuveiro que é utilizada no vaso sanitário. É um processo muito simples e barato, já que não usa nenhum tipo de motor’, explica Woelz.
Com este projeto, apresentado este ano para a população, a economia de água potável pode chegar a 30%.
Consumo
A agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) revelou que o consumo de água dobrou em relação ao crescimento populacional no último século.
Com isso, pouco mais de 1 bilhão de pessoas em todo mundo não tem acesso à água limpa, nem mesmo para suprir as necessidades básicas diárias, e mais de 2,5 bilhões não têm saneamento básico adequado.
Desperdício e poluição
O Brasil lida com escassez do recurso diariamente em algumas regiões, devido à poluição de rios e nascentes e ao desperdício, mesmo sendo responsável por cerca de 12% da concentração da água doce do mundo.
Dos domicílios brasileiros, 54% contam com serviços de coleta de esgoto. De acordo com a Agência Nacional da �?gua (ANA), dos 840 mil litros de água consumidos no Brasil a cada segundo, 69% são destinados à agricultura. Tanto o uso urbano como o uso com animais demandam, cada um, 11% da água brasileira. O consumo industrial (7%) e o rural (2%) completam o quadro.
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