Shoppers De Alckmim E Lula

October 11, 2006 by Cris Zimermann | 2 Comments
In Estilo de Vida Empreendedor, Garotas do Brasil, Garotos do Brasil, Idéias de Negócios, Tendências / Nichos

Darcio Oliveira:
A maior prova de que o consumidor de baixa renda entrou de vez no vocabulário das grandes empresas está na forma como os executivos dessas companhias se referem a eles: shoppers. Não mais consumidores, nem clientes, nem fregueses, mas, sim, shoppers. Chique, não? Anglicismos à parte, o fato é que a grande indústria descobriu o que os mercadinhos já haviam visto há muito tempo: não dá para ser feliz no Brasil sem vender para esta casta que representa 87% da população, tem renda familiar mensal de até R$ 3,5 mil e um mercado de R$ 512 bilhões, segundo pesquisa do Instituto Data Popular.
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Isso explica, por exemplo, por que executivos da Johnson&Johnson deixaram seus escritórios para fazer visitas periódicas a bairros pobres nas periferias brasileiras. O objetivo era entender melhor os hábitos de compra desse consumidor e desenvolver produtos e estratégias para conquistá-lo. O resultado foi um considerável aumento de vendas na divisão de consumo. Em 2005, as receitas da J&J atingiram R$ 1,4 bilhão, 17% em relação ao ano anterior. Grande parte, graças às compras das classes C,D e E.

Ao focarem na base da pirâmide, sem deixar o topo, as multinacionais espelham o que as urnas vêm mostrando neste mês de outubro: existem 2 Brasis – o do Centro-Oeste, Sudeste e Sul e outro no Norte e Nordeste. Dito na linguagem do consumidor de baixa renda, existe o Brasil do Alckmin e o do Lula. E as empresas querem vender para os 2.

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