PEGN:
O músico Fernando Barba
sempre foi um apaixonado por sons. ‘Desde criança sempre gostei dos sons dos objetos. Eu ficava mexendo no garfo, na faca, cantando no banheiro’, recorda.
E ele percebeu que o corpo humano emite sons interessantes e variados. Em 1996, Fernando criou o grupo Barbatuques com uma proposta diferente. Os 14 integrantes do conjunto usam um único instrumento: o corpo.
‘A idéia é pegar os sons que estão no corpo, no cotidiano. Pode ser uma palma, um assobio, um estalo, alguma coisa que todo mundo já traz. A gente procura dar um olhar um pouco mais aprofundado nessa pesquisa e transformar isso em música’, explica ele.
E para que o grupo musical funcione, os integrantes estão organizados como uma empresa convencional. Cada artista cuida de um departamento: o figurino, as vendas, a divulgação e assim por diante. ‘Como a gente trabalha com criação, para que funcione cada um tem que saber direitinho qual a sua parte dentro da empresa. Ou seja, de certa forma é uma empresa funcionando, onde cada um tem a sua parte’, comenta o músico Renato Epstein.
A proposta inovadora do grupo ganhou destaque. Eles fizeram turnês pela Europa e ganharam prêmios. Além disso, a capacidade de criar sons diferentes com tanta harmonia chamou a atenção de empresas. Hoje o grupo é contratado para fazer treinamentos empresariais e esse trabalho representa 80% das contratações. Leia mais.















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