
Revista EXAME / Marcos Todeschin:
A maioria dos países está encarando agora os dilemas representados pelo acelerado processo de envelhecimento de sua população. Para a Suécia, a questão não é novidade há muito tempo. Em razão de seu alto grau de desenvolvimento social, o país detém uma das mais altas expectativas de vida do planeta - 78 anos para homens, 82 para mulheres. Sua taxa de nascimento, porém, é uma das mais baixas. Tal situação deixou a nação numa situação econômica preocupante no início da década de 90. Na época, o déficit nas contas do setor público alcançou 11% do PIB, puxado em larga medida pelos gastos com previdência. Uma lei aprovada em 1994 derrubou o sistema de pensões públicas e criou um modelo que é considerado hoje um exemplo de eficiência e racionalidade.
Antes da reforma, a Suécia tinha 1 dos mais generosos pacotes de pensões públicas do mundo. Segundo a lei antiga, quem trabalhasse por 30 anos tinha garantia de receber pensão superior a 60% do valor de seu maior salário no período de ativa. Agora, o cálculo do valor da pensão é feito sobre a média dos salários recebidos ao longo da carreira do trabalhador - o que se traduz, na prática, em aposentadorias muito menores. O governo também adotou incentivos para as pessoas permanecerem produtivas, concedendo adicionais ao valor das pensões para cada ano trabalhado a mais. ‘Essa medida foi vital para o país’, afirma Annika Sundén, economista da Agência de Seguridade Social da Suécia. ‘Tão importante quanto garantir a pensão dos aposentados é incentivar as pessoas a continuarem na ativa.’
O pacote de mudanças também incluiu a adoção de um modelo misto de pensões. Atualmente, cada trabalhador contribui com 18,5% de seu salário mensal para a previdência. Uma parte do dinheiro, o equivalente a 2,5% da contribuição, fica numa conta individual. O trabalhador pode escolher entre várias opções de fundos de investimentos para aplicar seus recursos. ‘Os sistemas mistos de contribuição devem ser uma tendência para resolver o problema das pensões públicas em diversos países’, diz Andrea Prates, coordenadora executiva do Centro Internacional de Informação para o Envelhecimento Saudável. ‘Nesse aspecto, a Suécia foi a pioneira na solução.’













Blogue da Magui on September 21st, 2006 at 12:44 pm
Parabéns para eles.
Kafé on September 21st, 2006 at 5:07 pm
Ei minha querida Cris,
Como vão as coisas. Saudades de você. Confesso que tem uma coisa que me deixa meio com preguiça de vir aqui. Esse modo de comentar dá preguiça de ter que preencher tudo de novo, toda hora. Por que você não põe o haloscan? Ele já deixa o nome da gente na memória… No mais adoro você e não é por isso que deixarei de vir…
Clayton Cruz on September 21st, 2006 at 7:23 pm
Infelizmente o Brasil não vê a questão como o mesmo interesse. Até porquê, o alto valor pago PARA a previdência é chamariz para fraudadores, a maioria dentro do próprio governo. Quem lá está, esquece que um dia há de envelhecer.[ ]
milton toshiba on September 21st, 2006 at 7:56 pm
Cris com o aumento de longevidade dos europeus ricos, o sistema de previd6encia deve falir, se não for reformulado.
Menina estou tentando por as visitas em dia!
beijos querida