Desafios E Oportunidades Para Os Próximos Anos

August 24, 2006 by Cris Zimermann | 0 Comments
In Estilo de Vida Empreendedor, Garotas do Brasil, Garotos do Brasil, Idéias de Negócios, Para Pensar, Tendências / Nichos

Fernando Henrique da Silveira Neto:
É possível dizer que os anos 90 significaram a adolescência de idéias como globalização, qualidade, telefonia sem fio e uso de redes informatizadas de forma profissional, e que a década atual vive com muito mais intensidade as mudanças que marcaram aquele período. desafios.jpgHoje vivemos a fase adulta desses acontecimentos e, como todo adulto, estamos diante de dezenas de oportunidades e desafios a serem vencidos. A atuação de executivos e gerentes nesses anos será enfrentar com sucesso esses desafios e oportunidades, e de seu desempenho dependerá o crescimento ou o ocaso das empresas e organizações.

Entre esses desafios estão:

  • mudança no perfil dos gestores, antes acostumados a tratar poucos problemas de cada vez e cada área como especializada e estanque, e agora tendo que lidar com equipes multifuncionais, próprias e terceirizadas, envolvidas em diversos projetos simultaneamente e sob pressão de prazos curtos e exigências de qualidade severas;
  • lidar com a globalização como ela é de fato hoje (China, Ã?ndia, sudeste asiático, a Europa oriental que está dando certo) e não apenas com a visão romântica dos anos 80, quando isso significava apenas produtos japoneses, ou com a visão expandida dos anos 90, quando acrescentou-se a Coréia do Sul a essa lista;
  • estar preparado para enfrentar desregulamentações, fusões, privatizações e falências e seus reflexos na economia e nos negócios, em especial mudanças de estratégias, de formas de atuação, de abrangência dos negócios e de escolhas de mercados;
  • preparar-se para o inevitável desemprego resultante de saltos tecnológicos, sistemas automatizados e virtuais e a ação de empresas e países na defesa, nem sempre ética, de seus interesses econômicos;
  • gestão profissional das áreas técnicas e de produção, cujo maior desafio não parece ser apenas tecnológico, mas sobretudo interpessoal, de relacionamento e comunicação com clientes e usuários externos e internos;
  • aproveitar a convergência de tecnologias para aprimorar seus produtos e serviços, criando assim diferencial competitivo e novos nichos de mercado;
  • o dilema de como prover a capacitação e atualização das equipes diante das constantes mudanças em produtos e serviços oferecidos, em sistemas informatizados e ousadia da concorrência;
  • conscientização e adoção de uma ética empresarial divulgada e adotada por todos na empresa, de forma a responder com firmeza às crescentes demandas e pressões, quer por parte dos consumidores quer por parte de órgãos de governo, entidades não governamentais e ambientalistas;
  • simplificação para o consumidor final no uso de todo e qualquer produto, o que implica numa complexidade cada vez maior no desenvolvimento das ferramentas e interfaces capazes de tornar simples esse uso;
  • a utilização de design profissional, área que está em grande expansão, pois o consumidor está se tornando muito exigente nesse sentido, e engenheiros, economistas e administradores não são experts, e normalmente comprometem ou tornam pouco atrativos seus produtos com as soluções visuais e de manuseio e uso que oferecem (manuais de produtos, softwares, caixas automáticos, pacotes financeiros, telefonia celular etc);
  • imperiosa necessidade de adotar, cada vez mais, sofisticadas medidas de segurança para usuários de redes internas ou públicas de computadores, que hoje são ferramenta fundamental para qualquer gerente ou profissional, pois o crescente número de hackers e invasores pode desde danificar parcialmente até comprometer seu negócio.
  • Esse e outros motivos fazem com que o futuro profissional de gestão em empresas, especialmente as ligadas a áreas tecnológicas, seja alguém que consiga tempo tanto para gerir e liderar quanto para aprender como exercer sua atividade profissional nesse novo ambiente complexo, cuja competitividade e qualidade de soluções pode dinamizar ou minar empresas e organizações numa velocidade vertiginosa.

    Afinal, será que o bug do milênio estava restrito à data de passagem do século, ou o verdadeiro e permanente bug das empresas de hoje será não ter gestão eficaz e quantidade de gente capaz de enfrentar tudo isso?

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