Planejamento Financeiro: Por Que Nem Sempre Ele Funciona?

August 8, 2006 by Cris Zimermann | 4 Comments
In Dicas, Estilo de Vida Empreendedor, Garotas do Brasil, Garotos do Brasil

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  • Adotar uma postura negativa - Se você é daqueles que quando ouve a palavra orçamento imediatamente pensa em restrição, limites, ou algo semelhante, é importante que você tente rever seu ponto de vista.

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    Ninguém nega que equilibrar o seu orçamento exige sacrifícios, mas adotar uma vida saudável também, não? E nem por isso você abandonou a sua dieta, ou deixou de acordar mais cedo para correr. A razão pela qual não abandona esses hábitos é porque eles lhe dão prazer: afinal, você vê no espelho os benefícios. Procure adotar a mesma postura com relação ao seu planejamento financeiro.

    Ao invés de pensar naquilo que precisa abrir mão, sonhe com o que pode realizar com os recursos que está poupando.

  • Falta de controle dos gastos - Se você não sabe para onde está indo o seu dinheiro, o seu planejamento não pode dar certo. A idéia aqui não é ficar obsessivo, e andar por aí com um bloquinho anotando tudo o que gastou, ou se transformar em um pão duro. Mas, sim, estabelecer algum mecanismo de controle que vá além dos gastos recorrentes como aluguel, combustíveis, plano de saúde etc.

    Você precisa ter uma idéia do quanto gasta com pequenos itens, os chamados gastos invisíveis, com itens aparentemente extraordinários, que quando olhamos de perto ocorrem com maior freqüência do que gostaríamos de acreditar. Estabelecer um limite de gasto com supermercado, roupas, brinquedos e lazer é importante.

  • Gastar por impulso com cartão - De forma geral, gastar por impulso é um grande entrave ao planejamento. A diferença é que no cartão isso é mais fácil. Pode parecer que não, mas o simples fato de ter que preencher um cheque e, eventualmente, vários se for parcelado, lhe dá uma noção maior de que está gastando do que a simples assinatura do recibo do cartão.

    Não há nenhum problema em usar o cartão de crédito como um meio de pagamento. Mas, considerar o seu limite como parte da sua renda acaba com qualquer planejamento. Por mais óbvio que isso pareça ainda existe um número relativamente grande de pessoas que, sem perceber, só consegue equilibrar o orçamento porque atrasa o pagamento da fatura do cartão. Use o cartão como se fosse dinheiro: só gaste o que tem.

  • Consumo como realização pessoal - Muitas pessoas só conseguem ser felizes se possuem alguma coisa. A felicidade para elas passa pelo consumo. Não há nada de errado em ter sonhos de consumo. Porém, quando a pessoa começa a confundir os verbos ‘ter’ e ’ser’ a situação complica.

    Se você só consegue ’ser’ uma pessoa feliz, se ‘tiver’ aquilo que deseja, provavelmente está vivendo além do que a sua renda permite. Desta forma, não há como seu planejamento ser bem sucedido.

  • Não se esqueça: você é único - Um erro comum na hora de elaborar um orçamento é adotar fórmulas prontas. Você é único e como tal seu padrão de receitas e gastos também, portanto é importante que o seu orçamento reflita as suas peculiaridades.
  • Porém, de todos os obstáculos acima, adotar uma postura negativa é a que mais prejudica o sucesso do seu planejamento financeiro. Não concentre-se apenas no que está deixando de fazer: assim não há como ser bem sucedido. Ao invés disso, pense nos sonhos que pode realizar.

    Faça as contas: economizando R$ 5 por mês, acumula-se R$ 150 mil após 20 anos. Pode não parecer muito, mas também o sacrifício envolvido em abrir mão de R$ 5 por dia não é tão insuportável assim, certo?

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