Dura pouco, mas é boa opção para quem não tem experiência.

Jornal da Tarde:
O comércio varejista deve empregar em caráter temporário cerca de 90 mil pessoas neste fim de ano - 30 mil dessas vagas apenas no Estado de São Paulo -, segundo estimativas da Associação Brasileira de Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário, a Asserttem. ‘Ainda são dados preliminares, que podem subir’, diz Vander Morales, diretor de Comunicação da entidade.
O otimismo de Morales vem da experiência do Dia das Mães, outra data que provoca abertura de vagas temporárias. Os 90 mil cargos calculados representam a aplicação do percentual de aumento médio registrado nos últimos anos - cerca de 3% - da oferta de vagas para o período de Natal e Ano Novo. Mas, se consideramos o Dia da Mães deste ano, o crescimento foi de 15%, acima das expectativas. E o Natal é a principal data para a oferta de vagas de emprego temporário.
A principal demanda para a ocupação dessas vagas é por representantes de vendas e supervisores de mercadorias. Ainda há uma grande vantagem para quem tenta entrar no mercado de trabalho: geralmente, não se exige dos candidatos experiência anterior. ‘Eles são selecionados conforme a empatia pessoal que transmitem, a capacidade de adaptação ao serviço e a facilidade na comunicação.’ Tanto que a maioria dos candidatos a essas oportunidades está na faixa dos 18 a 24 anos e busca o primeiro emprego.
O trabalho temporário - regulamentado por lei federal - também facilita o acesso ao mercado de donas de casa e aposentados. E as agências não podem cobrar nenhum tipo de taxa dos candidatos. A lei determina que os contratos de trabalho temporário durem, no máximo, 6 meses. Eles são limitados inicialmente a 90 dias, prorrogáveis por mais 90 dias. Não existe tempo mínimo para a contratação, que pode ser de um dia ou uma semana. Perante as leis trabalhistas, porém, os contratos temporários equivalem ao trabalho registrado, com todos os seus principais benefícios - jornada diária máxima de oito horas, folga semanal remunerada, férias proporcionais, 13º salário proporcional e proteção previdenciária. Só não contemplam o aviso prévio e multa de 40% do FGTS.
Os principais contratadores nesse sistema são as grande redes de magazines e shopping centers. Os salários ficam, em média, entre R$ 700 e R$ 800. ‘A melhor época para começar a procura dessas vagas é meados de outubro, quando as grandes empresas iniciam a busca de mão-de-obra, com contratações em meados de novembro, para início de trabalho no fim desse mês ou no início de dezembro, pois as lojas esperam capitalizar o movimento de compras após a primeira parcela do 13º, paga em 30 de novembro’, explica Morales.













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