Empreendimento Ecossustentável - A Aposta É Preservar

August 2, 2006 by Cris Zimermann | 1 Comment
In Estilo de Vida Empreendedor

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Diário de Natal:
‘É possível construir preservando o meio ambiente. É fundamental construir preservando. Não existe mercado imobiliário se tudo estiver degradado’. A frase do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon RN), Sílvio Bezerra (foto), resume o conceito de empreendimento ecossustentável que vem se difundindo cada vez mais no setor potiguar. A preocupação exige mais investimentos nos projetos. É reconhecida pelo Ministério Público, por ambientalistas e órgão ambientais. Funciona também como poderosa estratégia de marketing para atrair a clientela.

Os meios de desenvolver projetos sem degradar, e até melhorar seu entorno, existem e são percebidos em várias frentes das obras. Alguns vão, inclusive, além das exigências legais. A diretora executiva do Sinduscon RN, Ana Paulino, exemplifica dizendo que o Plano Diretor determina que 80% da área dos terrenos pode ser usada para construção e o restante deve ser destinado a áreas permeáveis (como bosques e jardins). ‘‘Mas obervamos que vários empreendimentos deixam mais do que isso. Alguns também têm a preocupação de tratar e reutilizar a água, na descarga do banheiro, para aguar o jardim’’.

De acordo com ela a conscientização das empresas quanto a responsabilidade ambiental é crescente no estado. E o retorno, positivo. Associar o conceito ecossutentável a um empreendimento agrega valor ao projeto e à imagem das construtoras. ‘Não considero que esse tipo de adequação onere os custos. Não é interessante para a cidade, para o empreendedor nem para o cliente se houver degradação. Assim não teríamos onde construir nem o que vender. A consciência existe no setor, não vou dizer que é por parte de todos, mas existe’, frisa.

No sindicato também são discutidas ações para reduzir os impactos ambientais durante o andamento das obras. Nesse sentido, Ana Paulino explica haver um programa de gestão de resíduos, desenvolvido em parceria com o Senai, para difundir entre os associados a necessidade da destinação adequada de entulho e materiais como restos de madeira e plástico - antes jogados no lixo e agora separados e reaproveitados para reciclagem, por exemplo.

Limpeza
O modelo é adotado no RN por empresas como a Delphi Engenharia. ‘Pensamos em tornar nossas obras cada vez mais limpas preservando o meio ambiente. Para isso fazemos a coleta seletiva, através dos dispositivos de acondicionamento dos materiais, separados de acordo com classificação da resolução 307 do Conama‘, diz a engenheira civil e coordenadora de qualidade da construtora, Mahiza Tavares. Na classe A, explica, ficam restos de concreto, na B papel, madeira, plástico e metal, na C Gesso e na D materiais como latas de tinta.

Segundo a coordenadora, a Delphi paga a um transportador registrado pela prefeitura para retirar os entulhos da obra e exige a comprovação de que o resíduo foi despejado em local reservado pelo município. Já os resíduos da classe B são doados a empresas de reciclagem. ‘‘A Delphi está estudando parceira com uma empresa de reciclagem, para que ela também receba nossos resíduos classe A, e faça melhoramento de solo em alguns bairros carentes’’.

A construtora também está desenvolvendo um filtro para evitar desperdício da água usada na lavagem de betoneiras (máquinas em que se prepara o concreto). A idéia é reaproveitá-la em outras atividades dentro do canteiro de obras. ‘É possível construir sem destruir o meio ambiente e nós temos essa proposta’, acrescenta Mahiza. De acordo com ela, a construtora tem ainda a preocupação de presevar e somar a seus projetos árvores pré-existentes nos terrenos que compra e de promover ações de conscientização voltadas para a comunidade.

‘No dia do meio ambiente distribuimos sacos de lixo em alguns sinais da cidade e pensamos em conscientizar a população sobre a importância da coleta seletiva dentro de suas casas’, completou ainda a coordenadora de qualidade.

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Comments

  • DO on August 2nd, 2006 at 7:56 am

    Não deveria ser apenas um bom exemplo,CRIS,mas transformar-se em LEI e ser seguida em todos os lugares.
    Beijos!

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