Mercado Para Pessoas Portadoras De Necessidades Especiais - PPNE

July 31, 2006 by Cris Zimermann | 0 Comments
In Idéias de Negócios, Garotas do Brasil, Garotos do Brasil, DNA Brasil, Estilo de Vida Empreendedor

O mercado de adaptação cresce para atender as pessoas que possuem alguma dificuldade relacionada à parte física ou mental.

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Empreendedor.com.br:
As pessoas portadoras de necessidades especiais (PPNE) ficaram tempo demais fora do mercado. Não apenas como consumidoras, mas afastadas das oportunidades plenas de qualquer cidadão de exercer e crescer na profissão, do incentivo para abrir o próprio negócio e do direito de ter uma vida independente. Na última década, a exclusão deu lugar ao bom senso e trouxe do exílio forçado 14,5% da população do país. São 24,5 milhões de brasileiros, de acordo com o Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que possuem dificuldade de enxergar, falar, ouvir, locomover-se ou com alguma outra necessidade relacionada à parte física ou mental.

Dificuldade não é sinal de falta de capacidade, muito menos de esforço e persistência, é falta de condições para realizar atividades, tanto no trabalho quanto em casa. Ainda há pouca variedade de produtos e serviços oferecidos no mercado e em alguns casos é difícil encontrar equipamento adequado que de fato auxilie na hora de suprir as necessidades. Em uma cadeira de rodas, por exemplo, são muitas variáveis que precisam ser consideradas: ângulo, espessura do tronco, largura do peito e do assento da cadeira, altura da cabeça, pescoço e joelho e tamanho do braço. Foi o que aconteceu com o artista plástico Luiz Alves. Depois de ficar paraplégico devido a um acidente de moto, teve que se adaptar da melhor forma possível a sua nova realidade como PPNE e, não foi fácil se acostumar com a cadeira de rodas.

Alves aproveitou sua habilidade e as ferramentas da oficina que tinha para fazer ajustes e, mais tarde, confeccionar os próprios equipamentos. Ao mesmo tempo, pensou em levar adiante a profissão, só que em vez de objetos para decoração, com os quais estava acostumado a trabalhar, iniciou a fabricação de brinquedos (bicicletas e velocípedes) para crianças com necessidades especiais. As oportunidades foram surgindo e dando outro rumo a sua vida. ‘Comecei a fazer as modificações para mim porque tinha necessidade, depois as pessoas souberam e passaram a me procurar e a fazer cada vez mais pedidos ligados à adaptação’, diz.

A demanda cresceu tanto que Alves e sua esposa, Mônica, criaram a LM Criações e Adaptações. Ele conta que o negócio deu certo porque não existem hoje no mercado muitas empresas que fazem esse tipo de trabalho. Para fazer adaptações é preciso ter uma oficina com muitos equipamentos e acessórios com soldas diferentes a cada material, como os inoxidáveis, de alumínio e de ferro. Na opinião dele, é um investimento muito alto para pouca rentabilidade. ‘Mesmo quando se monta uma oficina cara como essa, é normal que a pessoa faça outros tipos de serviços, porque esse não dá muito lucro.’ Como ele já tinha a oficina montada e o interesse em trabalhar nessa área, resolveu enfrentar o desafio. ‘Faço para mim também, mas se fosse parar e começar do zero, não tinha pago nem as máquinas até hoje.’ Leia mais.

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