
Fiemg:
Elas parecem jóias, mas são bijuterias com alto valor agregado e andam fazendo sucesso no mercado externo. A criatividade das bijuterias mineiras estão conquistando cada vez mais fãs lá fora. Prova disso é que as exportações cresceram. Em 2002 o Centro Internacional de Negócios da Fiemg registrou apenas US$ 43 mil em vendas externas, em 2005 esse valor subiu para US$ 333 mil. As peças são vendidas em butiques refinadas de países Europeus. ‘Pelo menos 70% das peças vão para a União Européia, principalmente Portugal, França e Espanha’, afirma o Consultor Internacional da Fiemg, Alexandre Brito.
Por causa do grande número de informais e artesãos que ainda ganham a vida com esse tipo de trabalho, os dados não são precisos sobre a produção e a exportação de bijuterias no País. ‘É um mercado em que o contato é ainda muito informal, mas que apresenta um potencial muito grande de crescimento’, analisa Brito.
Gláucia Drager, dona da marca Recadanth Acessórios Alternativos, experimentou exportar há 4 anos e não abre mão das conquistas no mercado externo. ‘Estudei muito sobre exportação antes de me aventurar, fiz cursos, participei de feiras e garanti uma estrutura de produção para atender às expectativas em relação às minhas peças’, conta. Da produção de maio e junho deste ano da Recadanth, 50% das peças foram para o exterior e caíram no gosto de mexicanas, norte-americanas, espanholas, inglesas e nigerianas. ‘O mercado interno ficou muito sacrificado com a queda no poder aquisitivo do consumidor e as altas de preços das matérias primas’, justifica.
Ela acredita que o sucesso de suas peças está no processo artesanal, muito valorizado lá fora. A qualidade também não pode ser esquecida na hora de vender bijuteria na Europa. ‘É justamente o nosso diferencial em relação aos produtos de outros países, como a China e a Coréia, que fabricam em escala’, explica.
Gláucia Drager trabalha com latão e pedras de menor valor, suas peças se diferenciam pelo design e estilo. A empresária vem de uma família de joalheiros, mas há 7 anos apostou em uma empresa de bijuterias, a Recadanth, que hoje oferece peças que alcançaram o status de jóias. ‘Já trabalhei com ouro, prata, mas o desafio das bijuterias, dos folheados é maior’, afirma.















DO on July 28th, 2006 at 8:55 am
Particularmente eu acho a criatividade do brasileiro imbativel.
Beijos!