
EmpresaBRASIL:
… conversamos com amigos que tiveram experiências próximas ao mundo do empreendedorismo em várias partes do globo, tentando descobrir um pouco mais sobre a personalidade e as motivações dos empreendedores.
Resposta quase unânime: empreendedores têm basicamente a mesma energia, garra e obstinação em qualquer parte do mundo. Algumas das pessoas que conversamos viveram na Ã?sia, outros são americanos, alguns brasileiros (com experiências internacionais) e uma grande parte deles reconhece caracterÃsticas muito próximas nos empreendedores ao redor da Terra.
Investidores, por outro lado, são muito diferentes. A tradição de investimento de risco (ou a falta dela) faz desses players profissionais muito diversos em lugares como os EUA e a Ã?sia, por exemplo. PaÃses continentais como o Brasil, têm investidores muito profissionais e preparados (parecidos com os americanos) na região sudeste e praticamente um desconhecimento total da atividade de investimento de risco em outras regiões. Na China, o governo é ainda um grande investidor, o que cria uma situação totalmente particular, pouco encontrada em qualquer outro lugar.
Se os empreendedores são parecidos, o empreendedorismo em si não o é. No Japão, praticamente inexistem empreendedores pequenos. São muito raras as ’start-ups’. Esse papel está reservado à s corporações, basicamente. Nos EUA, em contra-ponto, existe uma cultura totalmente arraigada de empreendedorismo de ’start-up’ e o número de pequenos novos negócios é imenso. Mais, uma enorme parte das 500 maiores americanas, nasceu em uma garagem.
Quase todas as pessoas com quem conversamos pensam que o Brasil é um paÃs muito empreendedor, feito de um povo que gosta do novo e que não tem medo. Isso, em parte, pode estar ligado ao fato de que se tem menos a perder no paÃs, pela falta de outras oportunidades mas, assim mesmo, mostra que temos um belo futuro pela frente.
Perguntados sobre se o empreendedor brasileiro é diferente, obtive uma resposta que diz tudo: ‘ele é brasileiro!’ O empreendedor brasileiro é, acima de tudo, o resultado da carga cultural brasileira, assim como o empreendedor japonês, o italiano, o americano etc. ‘for good and for bad, he is Brazilian’, me disse um grande amigo investidor americano. Pessoalmente, penso que é muito mais ‘for good’ do que for ‘bad’!















Milton Toshiba on July 14th, 2006 at 7:01 am
Cris, bom finde miga.
Bjs