Copa do Mundo: Trabalhadores Devem Parar ou Não Em Dia de Jogo?

June 13, 2006 by Cris Zimermann | 1 Comment
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Sei que muitas vezes, os leitores se cansam de ler notícias da Copa o tempo todo. Em toda mídia, em todos os blogs, o assunto é um só, futebol. E hoje é o grande dia! Mas o Brasil pára mais uma vez. Pára sem poder parar, ou não precisamos ‘tirar o atraso de tanto atraso’? Os estrangeiros (dentre eles meu marido) até que entram na farra; contudo, acham um absurdo. E você, o que pensa?

InfoMoney:
(…) o assunto ganha força: possibilidade de conquistar o hexa, treinos e dias de folga dos jogadores e… horários dos jogos! E aí a coisa ‘pega’ para os trabalhadores: como acompanhar as partidas da Seleção Brasileira em pleno expediente de trabalho?

É claro que a idéia mais atraente é, sem dúvida, parar tudo. Fechar as portas mais cedo, deixar cada um curtir e torcer como gosta. Mas isso seria possível… ou permitido?

O que diz a lei
Se você, fanático por futebol, está inconformado porque em seu local de trabalho a Copa do Mundo não será tratada como acha que merece, aí vai um argumento que pode servir de consolo.

Segundo informações da IOB Thomson, especializada na publicação de assuntos jurídicos e tributários, não existe na legislação trabalhista algo que dê aos trabalhadores o direito de paralisarem suas atividades ou faltarem no trabalho por conta dos aguardados jogos da Seleção.

Para quem acha isso ‘absurdo’, a IOB esclarece ainda que a empresa pode proibir, dependendo da atividade desenvolvida, que o empregado acompanhe as partidas de futebol por meio de aparelhos eletrônicos.

Nem tudo está perdido…
Calma! Afinal, estamos falando do País do Futebol. Diante disso, nem o menos adepto ao esporte resiste a uma torcida pela Seleção. É o Brasil que está em campo!

O consultor da área Trabalhista e Previdenciária da IOB Thomson, Silvio Heider Lencione Senne, esclarece que no Brasil as empresas, empregados e sindicatos têm encontrado soluções alternativas eficazes para conciliar o evento.

O especialista relata algumas soluções adotadas: a paralisação total da empresa, a organização de escalas de revezamento ou a paralisação parcial dos funcionários, que permanecem na companhia para assistir os jogos, retomando o expediente normal em seguida.

Não abuse
Dependendo da alternativa escolhida, pode-se optar pelo sistema de compensação das horas paradas ou mesmo utilização do banco de horas. O objetivo, com isso, é que ninguém saia perdendo e que a produtividade seja mantida.

Já para os radicais que pretendem faltar ou abandonar ‘o barco’ no horário do jogo simplesmente por amor ao futebol arte, um alerta poderá fazê-lo mudar de opinião: o consultor destaca que o empregado que se ausentar sem justificativa nesses dias, ou não cumprir o acordo de compensação de horas, poderá ser descontado em seu salário e até mesmo receber punição disciplinar.

Entre no clima
Para as empresas que ainda não optaram pelo esquema de trabalho nos jogos do Brasil, a idéia de paralisar atividades para que os empregados assistam às partidas na própria companhia pode ser a solução.

Afinal, trata-se de um momento de descontração e união do grupo, onde todos da equipe torcerão por um mesmo objetivo, o que não acontece sempre, sobretudo quando o assunto é futebol.

Sabe-se da importância da motivação e da integração no ambiente de trabalho. E as atividades esportivas podem ajudar muito nisso. Quer melhor momento do que esse para estabelecer essa política? Aproveite e organize sua torcida!

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Comments

  • Marcelino Hiroshi Kawamura on June 26th, 2006 at 9:59 pm

    O custo da “parada� na economia por conta de um jogo do Brasil na Copa do Mundo

    O texto a seguir, aborda o seguinte tema : Quanto custa para a economia brasileira, o tempo que a maioria dos brasileiros para assistir aos jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo ?

    Embora o autor não seja propriamente um fanático por futebol, é impossível não se deixar empolgar por esta verdadeira paixão nacional, que é a participação da seleção brasileira na Copa do Mundo. Carlos Alberto Parreira, atual técnico da seleção nacional e um consagrado palestrante de management, afirmou na ultima edição da Expo Management 2005 em São Paulo, que “o futebol é o Brasil que deu certo�. Uma vez que o futebol não é um esporte caro e está disponível para a grande maioria da população, independente do poder aquisitivo ( claro que, os mais abastados podem bancar uma chuteira de marca famosa , feita de fibra de carbono, com design que favoreça o centro da gravidade para melhorar a potência dos chutes, com encaixes especiais no calcanhar para facilitar as arrancadas, apenas para citar algumas das várias tecnologias de ponta que estão presentes nos calçados usados pelos jogadores na Copa do Mundo de 2006 ) concordo com suas afirmações. O futebol , tanto na prática como na paixão, é um campo onde as desigualdades sociais são bem menos sentidas, do que quando comparadas com as desigualdades observadas na distribuição de renda.

    Dentro deste contexto de paixão nacional, a grande maioria dos brasileiros paralisa suas atividades profissionais para se sentar em frente a uma televisão e assistir aos jogos da seleção na Copa do Mundo. E se a disputa ocorre em um horário comercial, é de pressupor que existam perdas na economia pois o país deixa de produzir. Mas qual o custo desta “parada� na economia ?

    A conta a seguir, pode não ser exata, mas é uma estimativa a partir de determinados números. No primeiro jogo da seleção na Copa do Mundo de 2006 disputado as 16:00, a maioria dos brasileiros foram dispensados de suas atividades profissionais 1 hora antes para poder assistir ao jogo no conforto de suas casas (Obvio que a maioria compensa de uma forma ou outra esta ausência, mas nunca é o mesmo resultado atingido em termos de produção seja de bens ou de serviços), desta forma, vamos imaginar que para a grande maioria houve uma parada total de 3 horas.

    Segundo dados do IBGE, o PIB anual brasileiro em 2005 foi de R$ 1,937 trilhão. Multiplicando 365 dias por 24 horas, temos um total de 8.760 horas em um ano. Dividindo o PIB por 8.760 horas, o PIB por hora do Brasil é de R$ 221 milhões. Logo o total de 3 horas de parada é de R$ 663 milhões

    Com este dinheiro, é possível :

    · Comprar aproximadamente 26.500 carros populares.

    · Pagar o benefício de um salário mínimo para aproximadamente 1.895.000 aposentados.

    · Adquirir 1.105.000 chuteiras iguais as usadas pelo Ronaldinho Gaúcho ( eleito o melhor jogador do mundo em 2005 ).

    São números para refletir um pouco sobre a realidade e saber que isso custa para o país. Todavia não deixem de assistir aos jogos, se vocês forem apaixonados por futebol, pois diz um provérbio popular que “mais vale um gosto do que seis vinténs�

    Marcelino Hiroshi Kawamura é aluno do curso de MBA em Gestão Estratégica de Negócios na Universidade de Sorocaba (UNISO). Atualmente é responsável pela área de Tecnologia de Informação da Kyocera Yashica do Brasil

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