
Adrianne Vitoreli
(…) Com a juventude de seus 56 anos, Deuselina Teles, a ‘Dona Deusa’ se inspirou na fênix (ave mitológica que renasceu das cinzas) para promover uma transformação em sua vida.
A metamorfose começou com uma vitória sobre os problemas de saúde, que lhe perseguiam há anos. ‘Tive que optar entre não fazer nada e morrer ou enfrentar de frente um processo de renovação. Durante 50 anos dediquei 90% do meu tempo para a minha família e 10% para mim. De 6 anos para cá, dedico 90% da minha vida para ajudar a quem precisa’.
Esta ação a levou à presidência da Associação Geral dos Trabalhadores de Cocalzinho (Agetaco), município com 17.299 habitantes, localizado a 127 quilômetros de Goiânia e, com essa mudança, Deusa passou a conjugar todas as variáveis do verbo empreender. Ela se dedica dia e noite, de forma voluntária, a 3 programas e projetos de alcance social que têm as mulheres como principais beneficiárias.
A rádio comunitária Vitória FM foi o primeiro deles, cuja concessão Deusa conseguiu depois de 1 ano de reivindicações e viagens a Brasília. ‘Praticamente me mudei para a capital federal. Foi uma batalha e tanto, mas não podia desistir’, conta com orgulho.
Deusa é coordenadora da rádio e comanda programa de variedades De Mulher Para Mulher, que vai ao ar diariamente das 8h às 11h. Durante esse período da manhã, a empreendedora aborda temas direcionados ao público feminino: saúde da mulher, planejamento familiar, violência doméstica, direitos da mulher, economia doméstica e receitas culinárias. ‘Procuro trabalhar uma linguagem simples para que atinja o maior número de pessoas. O objetivo geral da rádio é o de levar informações importantes e entretenimento à comunidade; e, do programa, contribuir para aumentar a qualidade de vida das mulheres’, afirma.
Graças ao trabalho desenvolvido na Rádio Vitória, Deusa é uma das 400 comunicadoras do Brasil que faz parte da Rede Cyberela de Comunicadoras Populares, uma das estratégias do Projeto de Inclusão Digital de Mulheres Comunicadoras da organização não-governamental (ONG) Comunicação, Educação e Informação em Gênero (Cemina), que visa somar o poder do rádio ao potencial das novas tecnologias da informação e da comunicação. ‘Foi quando percebi o alcance da inclusão digital e parti para mais uma batalha, que foi conseguir uma estação digital para o município’, explica. Siga lendo…















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