
(…) transfiram a situação para seu cotidiano profissional, no relacionamento com seus pares e subordinados, e percebam grandes oportunidades de aprendizado, sem ficar lamentando os problemas que surgem.
Estava eu no Litoral paulista, junto a amigos e a nossa anfitriã-mor, proprietária de uma grande empresa de eventos. Pois bem, durante uma das refeições, um dos presentes derrubou molho shoyo na toalha. Sabendo do extremo cuidado que nossa anfitriã tem com seus pertences, todos ficaram estagnados e o frio, com certeza, percorreu a espinha do amigo trapalhão.
Sem demonstrar nenhuma reação hostil, ela foi logo orientando o que deveria ser feito para que a situação não se tornasse um problema sem solução e estragasse o resto do dia. Com o auxÃlio induzido do rapaz desastrado, nossa ‘lÃder’ tomou a frente diante da situação e mostrou a todos os presentes como, com um pouco de água quente e detergente, a mancha seria removida da toalha e do forro, sem que isso pusesse a perder os acessórios estimados.
__ ‘Manoel (nome fictÃcio do réu), esquente um pouco de água e traga o detergente e uma vasilha. Coloque a vasilha sob a toalha, despeje o detergente sobre a mancha. Derrame vagarosamente a água quente, enquanto esfrego com uma pequena bucha.’
Repetido o procedimento no forro da toalha, nossa lÃder, mais uma vez direcionou sua locução: __ ‘Agora vá e lave a toalha por inteiro.’
Passado o constrangimento inicial, ficamos impressionados, aliviados e descontraÃdos com a habilidade de nossa anfitriã em lidar com a situação. Sem sequer alterar o tom de voz, ela deu uma lição de domÃnio, de transmissão de conhecimento e liderança situacional perante o inesperado, sem constranger o responsável pelo incidente.
Além disso, a eficácia do procedimento que eliminou 100% da mancha, transformou o problema em uma oportunidade de aprendizado, pois alguns ali presentes aprenderam mais um truque da cozinha brasileira, inclusive eu.
Amigos, se detemos o conhecimento, mas não fazemos uso deles, podemos ser rotulados como lÃderes medÃocres, meros chefes sem autoridade ou mesmo ficar ilhados. Ao passo que, se a cada obstáculo mostramo-nos preparados para enfrentá-los e para conduzir as pessoas para o bem comum, podemos obter melhores resultados em nossas profissões ou, como no exemplo citado, em nossas vidas particulares, sendo considerados lÃderes legÃtimos, independentemente do cargo que ocupamos.
Como você anda lidando com sua equipe de trabalho? Continua o chefe rabugento promovendo a competição e a discórdia ou promove a união da equipe por meio da troca de conhecimento para que os resultados esperados sejam alcançados, mesmo diante de situações atÃpicas?


















sniper on April 26th, 2006 at 11:24 am
nossa, realmente ela tem o que podemos chamar de “jogo de cintura”. É uma frieza, mas não aquela frieza ruim, é uma frieza com o que ela poderia ter de mais egocêntrico e “rabugice” (não sei se é assim que se escreve). Não é por acaso que uma pessoa é bem colocada no papel a qual é submetida à fazer.
[]´s