Maria Elisa Cappellano
O que seria mais valioso para quem compra serviços de inteligência de marketing, a criatividade ou um planejamento bem feito? Ambos, pois um não vive sem o outro, e os 2 fazem parte do processo criativo.
Sem criatividade, nossos produtos não chamam a atenção de ninguém, não são comentados à noite dentro de um bar, não levam ninguém a mandar um spam e, pior, ficam a mercê do humor do mercado. Então, vamos imaginar uma situação real para o mercado brasileiro: a falta de verba.
Essa escassez de recursos se deve principalmente ao fato de que, mesmo com o passar dos anos, o valor destinado à comunicação pelas empresas sofreu uma sensível diminuição de percentual destinado, enquanto que a tabela de veiculação nas mídias impressa, eletrônica, virtual e extensiva acompanhou o aumento imposto pelo nosso regime econômico, ou seja, sempre maior do que o crescimento apresentado pela produção nacional, salvo uma ou outra exceção pontual.
Portanto, saber aplicar a verba atualmente tornou-se fator competitivo para as empresas. Ponderar custos quando se tem pela frente a intangibilidade do processo criativo é querer fazer um cálculo sem usar matemática.
Então, neste mundo de números e investimentos administrativos, surge a criatividade, que, com pouca verba, pode diferenciar um bom planejamento e trazer à tona os produtos de seus clientes, e com isso criar recall. O criativo é aquele que acorda a fênix que existe em cada um de nós e coloca o lado resiliente para funcionar. É nas menores verbas que encontramos os cases mais promissores, as melhores sacadas e os exemplos a serem copiados.
Se a criatividade é fator primordial para o sucesso, qual é a importância do planejamento? O planejador pensa além da idéia, pois tem que encaixá-la em um curto espaço de tempo, estudar todas as possibilidades, visualizar as dificuldades antes de ter a euforia da descoberta do caminho. Para isso, é preciso analisar e conhecer bem o produto. Todo bom planejador deve ser criativo e um pesquisador incansável, como Sócrates (’só sei que nada sei’), e fazer disso um tratado de vida. Entender as pessoas, não desprezar pontos de vista, reconhecer no mais simples e rudimentar dos mortais uma fonte inesgotável de informação. O planejador precisa traçar metas e visualizar onde se quer chegar e isso leva tempo. É como num jogo de xadrez: é preciso ter raciocínio, estudo e coragem.
Outra dádiva do pensamento do planejador é saber como chegar no melhor lugar possível. Afinal, nem sempre o topo da montanha é o que possibilita uma visão mais ampla. Às vezes, chegar ao topo significa vulnerabilidade, colocando a marca, por exemplo, numa situação sem controle.
A escolha do caminho certo garante a eficácia da veiculação do produto por longo período, porque nem sempre a estratégia mais rápida para atingir o objetivo é a correta, impedindo que o produto alcance o sucesso almejado. Mas o que significa um planejamento de longo prazo? O pensamento de longo prazo é imprescindível, porque evita um investimento financeiro desnecessário ou ações que desaparecem instantaneamente, já que ninguém irá se lembrar delas. Só serviu para conter a ansiedade do cliente, sem nenhuma repercussão para ele.
O bom planejador é aquele que direciona de maneira eficaz sua estratégia de comunicação, evitando o desgaste do produto e não coloca seu cliente em desvantagem no mercado.
Afirmo que a ótima propaganda ainda existe e não tem prazo para deixar de existir, principalmente se as empresas souberem o que estão comprando: uma equação perfeita entre o planejamento criativo e a criação bem planejada.


















Bira Malta on March 29th, 2006 at 7:41 am
Seu site é super legal tambem e super informativo. Parabens.Em breve criarei um link do seu site no meu website.
Luiz Carlos Marques on March 29th, 2006 at 8:01 am
Temos visto que a criatividade está em alta…
É a constatação de que “a necessidade faz o sapo pular”.
Muito oportuno o artigo.
Bruno Kaneoya on March 29th, 2006 at 9:03 am
Oi Cris
ironicamente, estou com um planejamento para gerência de imagem pessoal aqui em cima da minha mesa que eu fiz para um cliente.
Pena que ele já está pronto, mas acredito que eu consegui conciliar muitas coisas em um curto período de tempo e a um custo baixo.
Beijos
Grande Líder da Silva on March 29th, 2006 at 2:13 pm
Pois é, tenho que discordar com uma coisa:
“É nas menores verbas que encontramos os cases mais promissores, as melhores sacadas e os exemplos a serem copiados.”
Ora, as menores verbas são a maioria e é apenas nas ocasiões em que elas são muitíssimo bem aplicadas que reparamos no trabalho realizado. Assim se cria uma distorção estatística na avaliação da autora.
Maria Elisa Cappellano on October 13th, 2008 at 1:27 am
Estava “googling” meu nome e achei essa postagem do meu artigo.
Agradeço a todos vocês pelos comentários.
São todos importantissimos para o desenvolvimento do meu trabalho. Obrigada. Elisa