A dívida interna do país ultrapassou, no dia 15, pela primeira vez a marca de R$1 trilhão, ou US$476 bilhões, com um acréscimo de 2,6% em relação a janeiro. Apesar disso, a relação dessa dívida com o PIB está em queda, o que é positivo para as agências de classificação de risco que observam o Brasil.
Outro ponto favorável é que o prazo médio do estoque dos títulos públicos ficou mais longo, subindo de 28,8 meses para 29,5 meses, embora a parcela desses títulos com vencimento a curto prazo (12 meses) ainda corresponda a 38,4% do total, o que demonstra que o perfil da dívida ainda é ruim. Ou seja, houve progresso na capacidade de o país honrar seus compromissos internos, mas este ainda foi insuficiente.
O que choca, entretanto, é que esse pequeno avanço foi conseguindo num país que pratica uma das maiores tributações do mundo, cerca de 38% do PIB, o que significa uma arrecadação de aproximadamente R$1 bilhão por dia. E esse valor não está sendo suficiente nem para permitir uma redução mais expressiva da dívida, nem para fazer os investimentos necessários ao nosso desenvolvimento. Isto significa que essa fortuna está sendo, sobretudo, gasta para cobrir as despesas correntes, grande parte da quais relativas aos custos de operação do próprio governo. É como se tivéssemos que sustentar uma corte que se preocupa apenas com ela mesma, pouco se importando com os que a mantêm. É, amigos, estamos precisando de um choque de gestão. Um grande choque de gestão.


















Bruno Kaneoya on March 20th, 2006 at 9:28 am
Oi Cris
realmente, o Brasil precisa deste safanão.
Obviamente também falei sobre Brasil.
Mas o fator da dívida interna, para os brasileiros leigos, não quer dizer muita coisa. A famosa é a dívida externa, esta que já não é mais problema. Infelizmente (ou felizmente) não existe mágica. O dinheiro sai de algum lugar para ir para outro e pronto.
Uma boa semana Cris
Beijos