
Nunca uma tecnologia nacional despertou tanta cobiça. Ao mesmo tempo, o preço dispara e fica a dúvida: o PaÃs irá agarrar a oportunidade?
Poucos antes do Carnaval, o americano Dan Slane, dono de um grupo com receita superior a US$ 1 bilhão, aterrissou em Ribeirão Preto, no interior paulista. Slane, que produz etanol à base de milho nos Estados Unidos, veio conhecer as usinas brasileiras, onde é álcool é extraÃdo da cana-de-açúcar de forma muito mais eficiente. Em Ribeirão, Slane reuniu-se durante horas com o empresário MaurÃlio Biagi Filho, sócio da Usina Moema e da Crystalsev, um dos 3 maiores grupos de álcool e açúcar do PaÃs. No meio da conversa, Slane convidou MaurÃlio para ser sócio em um novo empreendimento de etanol nos Estados Unidos – o brasileiro, por sua vez, retribuiu o convite, sugerindo que fizessem algo por aqui. A resposta veio na semana passada. Slane contou a MaurÃlio que já tem US$ 30 milhões reservados para construir um empreendimento no Brasil.
‘A bola agora está comigo’, disse o usineiro MaurÃlio, que já está investindo em 6 novas usinas. Também em Ribeirão Preto, o empresário Luiz Biagi, irmão de MaurÃlio, recebeu dias atrás uma comitiva de empresários interessados em construir usinas na China. Luiz, que é sócio da usina Santa Elisa e da Renk Zanini, uma das principais fabricantes de equipamentos industriais para destilarias de álcool, irá à China em maio para conhecer o projeto de perto – os chineses já estão prontos para moer 90 milhões de toneladas de cana, cerca de 20% da capacidade brasileira. ‘Nunca houve tanto interesse global por uma tecnologia nacional’, diz Luiz. ‘E a demanda interna também está muito forte’. No ano passado, por exemplo, as empresas de máquinas do grupo faturaram cerca de R$ 300 milhões. Leia mais
Foto: Frederic Jean















Grande LÃder da Silva on March 7th, 2006 at 8:05 am
Dado o preço elevado do álcool, é uma tecnologia que ironicamente continuará cobiçada por aqui também.
Milton Toshiba on March 7th, 2006 at 8:08 am
Cris, o etanol americano produzido a partir do milho tem um custo maior que o nosso. Na década de 80, no clube de praia, os Hometo tinham a maior usina de álcool do mundo. Depois vinham os Dedidi.
Todos brasileiros, de Piracicaba!
Bjs
Bruno Kaneoya on March 7th, 2006 at 8:08 am
Oi Cris
fico feliz de ver o sucesso da nossa tecnologia, só fico um pouco insatisfeito com algumas “vÃtimas” que essa tecnologia está fazendo: os cortadores de cana e os consumidores brasileiros que estão vendo os preços nas bombas atingir patamares absurdos.
Um bom dia.
Beijos
Vera on March 7th, 2006 at 12:01 pm
Cris, uma tecnologia nossa deveria ter sido mais incentivada. Agora tá esse Deus nos acuda, a procura é bem maior que a produção. Consequencia disto são os aumentos seguido do preço do litro do alcóol.
Bjos.
AZIMUTH on March 8th, 2006 at 10:20 am
Escrevi alguns posts sobre o assunto. Estamos passando por um boom neste setor. Resta saber se daremos conta do recado. A tecnologia é boa mas já deu errado outras vezes…
Abraços,
N. Cotrim
Francisco Davalos on June 2nd, 2006 at 9:34 am
Estoy leyendo desde Mexico, espero el idioma no sea una barrera. El uso de etanol (alcool) en su forma pura, asà como combinada E85 en los USA (85 gasolina 15 alcool) surge de una creciente necesidad por encontrar combustibles menos contaminantes y tambien menos costosos. En Mexico se utilizara una mezcla de gasolina y etanol a partir de 2007 y la tecnologia todavia no esta lista, aun estamos lidiando con el problema de bajar las ppm de azufre en las gasolinas.
Me gustaria saber si alguien me puede enviar informacion y en su caso refacciones para Fuzca 1600 o 1800. La idea es transformar un motor mexicano a gasolina en uno a alcool 100%. De antemano agradezco la atencion.
Buen blog, creo que si escribieran en ingles, tendrian mucho mas oportunidades de ser vistos.