
por Heloísa Noronha
Joyce criava bonecas desde pequena, um dia, decidiu mudar o rumo profissional e ganhar dinheiro com o que mais amava fazer na vida: Bonequinhas Negras
Sempre fui apaixonada por bonecas e confesso que guardo até hoje uma coleção com uns 30 exemplares. Na infância, porém, não me conformava em não ter uma boneca negra, com a qual me identificasse, para brincar. Não encontrava nenhuma nas lojas. Certa vez, falei sobre isso com minha avó Maria, que na hora se dispôs a costurar algumas de pano e de lã para mim e para minhas duas irmãs, Lúcia e Cristina. Gostei tanto que também aprendi a fazer. Quando levava as bonequinhas para a escola, era um alvoroço. As outras crianças achavam diferentes, curiosas.
O tempo passou, mas nunca parei de produzi-las, por puro prazer. Em 2002, ao perder o emprego de assistente numa locadora de equipamentos para tevê, só não entrei em desespero porque decidi transformar o meu hobby em fonte de renda. Sem diploma universitário – não cheguei a concluir a faculdade de psicologia – eu não tinha muitas opções.
Passei, então, a fabricar bonecas e a transformá-las em itens como mochilas, bolsinhas, ímãs de geladeira, porta-retratos e fantoches. Oferecia meus produtos de porta em porta, nos mais variados bairros, com a cara e a coragem, e ainda vendia em feirinhas, como a da praça Benedito Calixto, em São Paulo. A boa receptividade me levou a seguir entusiasmada com o trabalho. Depois, parti para eventos maiores, como a Expoflora, que tem estandes de artesanato, em Holambra. Abri a loja Preta Pretinha e montei um site para divulgar minhas criações. Faço bonequinhas negras de diversos tipos: rastafári, hip hop, baianinha, afro… Também crio modelos orientais e lembrancinhas de aniversário ou nascimento sob encomenda.
Além das bonecas feitas à mão, vendo modelos de vinil produzidos por um ex-funcionário da Estrela especialmente para mim. Tenho uma pequena fábrica em Osasco, com 8 pessoas, que minhas irmãs ajudam a administrar. Faturo, em média, 12 mil reais por mês. Se participo de feiras, esse valor sobe para 40 mil reais. Estou muito contente com o meu negócio. É gratificante ouvir elogios de pessoas de todas as idades.
Antonia Joyce Venancio, 31 anos, de São Paulo
Foto: Karine Basilio
Visitem o site da Preta Pretinha.















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