Mariana Ditolvo
As novas exigências da lei criada para evitar a ‘criatividade’ contábil, a Sarbanes-Oxley (SOX), obrigaram grandes corporações americanas a buscar soluções alternativas a seus sistemas de controle.
Os produtos desenvolvidos por empresas brasileiras – que vivem uma realidade legal, tributária e contábil muito mais complexa – acabaram tornando-se uma boa alternativa a quem tem capital nas bolsas americanas. Segundo estimativas, para atender a SOX, as empresas americanas gastarão US$ 6,5 bilhões em 2006, sendo US$ 2 bilhões previstos para o setor de tecnologia. Parte dessa receita poderá parar nas mãos de empresas brasileiras.
A produtora de software carioca Módulo, por exemplo, tem em seu catálogo um produto em que os relatórios de risco são emitidos a cada 3 meses, em vez de apresentar apenas a versão anual. O software agradou em cheio ao mercado americano. ‘Entramos nos EUA no ano passado com o produto certo, na hora certa’, diz ?lvaro Lima, sócio-fundador da Módulo. Lançado no Brasil em 2003, o produto foi desenvolvido para atender as necessidades da própria Módulo. Agora, depois de um investimento de US$ 1 milhão, foi adaptado às normas e exigências legais nos Estados Unidos e ganhou espaço. A Módulo pretende fazer com que sua carteira de clientes no exterior passe dos atuais 3% para 10% até o final do ano. Na semana passada, executivos da empresa estavam de malas prontas para embarcar para os Estados Unidos e atender a outro cliente de peso: o governo federal daquele país.
Oportunidades como essa têm sido bem aproveitadas por outros produtores nacionais. Stefanini, RM Sistemas e Datasul são algumas das empresas brasileiras que têm trilhado o mercado externo. ‘O Brasil já é visto como modelo em software de gestão empresarial’, afirma Jorge Steffens, presidente da catarinense Datasul. A empresa começou sua internacionalização em 1995 e já vende seus produtos na Argentina, considerado o país mais maduro nessa área, Chile, México e Estados Unidos. Sua nova aposta é a Colômbia, onde o mercado de software deve faturar US$ 36 milhões em 2006, segundo a IDC, com cerca de 2 mil potenciais clientes. ‘A Colômbia está no centro da América Latina. É estratégica’, diz Steffens.
O motivo para o sucesso no exterior é o mesmo nos mais diferentes países: o excesso de exigências no Brasil torna o programa facilmente adaptável a qualquer cenário. ‘Como os produtos já são complexos, é mais fácil prepará-los para outros mercados por preços sedutores’, diz Eduardo Couto, diretor da RM Sistemas, que foca seus negócios internacionais na Europa. Uma das primeiras empresas a buscar a internacionalização, a Stefanini já tem 20% de sua receita anual de R$ 247 milhões proveniente de clientes internacionais. ‘A meta da empresa é ter metade do faturamento proveniente do exterior em 5 anos’, diz Marco Stefanini, fundador. Felizmente alguém tem se beneficiado com as dificuldades burocráticas para gerir uma empresa no Brasil.


















MOITA on February 23rd, 2006 at 9:21 pm
Cris
Voce me pediu pra contar outa historinha.
Por que, voce é contra a transposição do São Francisco? Isso significa dizer que vc conhece em profundidade o projeto? Que tem convcção técnica porque discorda dele? fiquei curioso
abraço.
milton toshiba on February 23rd, 2006 at 9:25 pm
Olá Cris , boa noite. Cheguei tarde das aulas de pintura e só vi seu comentário na edição do haloscan. Adoro Picasso. N aprimeira vea que fui na Oca , ouvia os minitores e acreditava. Na segunda, fomos com meu professor que nos deu uma visão real do cubismo e toda sua genialidade.
Cris se tem uma coisa na vida que mais admiro, é ua mulher inteligente. Minha esposa foi precosse na empresa em que trabalhávamos, mas queríamos ser mesmo era ser empreendedores.
Admiro-a pela sua inteligência, conheço uma jornalista em Vitória e ….
bjs
Malkhut on February 24th, 2006 at 6:19 am
DO on February 24th, 2006 at 6:57 am
Valeu pela gentil visita,CRIS.
Beijo grande!
MOITA on February 24th, 2006 at 8:53 am
Cris
Obrigado pela explicação e carinho.
Explicação com carinho junto eu me apaixono. Quer casar comigo?
uns cheiros