Duda Teixeira
O primeiro site de leilões do mundo está enfrentando os resultados de seu próprio sucesso. Quando foi criado em 1995 por Pierre Omidyar, um francês que aos 6 anos se mudou para os Estados Unidos, não havia concorrentes no horizonte. As ambições naquela época eram pequenas: tudo o que Omidyar queria era vender e comprar caixinhas de balas ‘pez’, objetos que eram colecionados pela sua namorada. Aos poucos, foi ampliando os produtos do site e iniciou a cobrança de uma taxa para cada transação. O lucro apareceu já no primeiro mês de vida do negócio. Sem muito investimento em publicidade, o endereço foi rapidamente difundido entre colecionadores das mais variadas quinquilharias. A sacada deu tão certo que anos mais tarde, outras empresas adotaram o mesmo modelo em todo o mundo. Atualmente, tratores velhos e cartões telefônicos usados são trocados em mais de mil leilões virtuais. Nos últimos anos, o portal Yahoo!, o Lycos e a loja virtual Amazon lançaram seus próprios sites de brechó, sem no entanto ameaçar a hegemonia do eBay. ‘O eBay está ponderando uma maior expansão no mercado latino-americano nos próximos anos’, diz Kevin Pursglove, diretor de comunicações do eBay.
O eBay tem se instalado em nações com um número razoável de internautas com o hábito de fazer compras on-line. ‘Nessa primeira fase, a estratégia parece ser explorar mercados mais maduros’, diz Julien Turri, diretor-geral do iBazar, (site francês) no Brasil (o nome, claro, tem sua inspiração no modelo americano). A empresa francesa é a atual líder em sua terra de origem, o eBay só chegou por lá depois. Na Austrália, no Canadá, na Alemanha e no Reino Unido, o eBay afirma ter alcançado uma liderança folgada. Na Améria Latina, o modelo criado pelo eBay foi reproduzido à exaustão. A categoria foi considerada como sendo a mais popular da rede. Arremate, Lokau, Mercado Livre e iBazar são os maiores competidores. Todos apostam que, mais importante do que ter um modelo de sucesso, é conhecer em detalhes o chão onde se pisa.
‘Nos Estados Unidos, eles cresceram muito com a comunidade de colecionadores. Aqui, temos uma realidade diferente’, diz Otavio Cury, diretor-geral do Arremate no Brasil. ‘Os produtos de informática, os eletrônicos e os carros são os que mais chamam a audiência.’
E você, já visitou nosso eBay?


















Vera on February 22nd, 2006 at 11:36 am
Cris, nunca usei esses sites não. Uso muito para comprar o Submarino, lojas Americanas, Shoptime entre outros.
Bjos.