Politec: O Mundo Sob Olhos Brasileiros

February 15, 2006 by Cris Zimermann | 3 Comments
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Márcio Falcão
Mariners e agentes do FBI só têm acesso às áreas de segurança nos prédios do governo federal americano depois de olhar nos olhos de um produto brasileiro. No caso, um software de leitura ótica de US$ 12 mil a unidade, desenvolvido pela Politec, de Brasília.

Com 6 mil funcionários e R$ 500 milhões de receita em 2005, a Politec tem 22 clientes nos Estados Unidos e se prepara para vôos mais altos. Apontada pela revista Business Week como uma das principais fornecedoras de software na América Latina e Caribe, ela está expandindo fortemente sua atuação. ‘Estamos partindo para a �sia e a Europa’, diz Hélio Oliveira, sócio-diretor da Politec. Entre os contratos em negociação, está a venda de software de controle de transações financeiras para bancos japoneses e nada menos do que o programa que fará o censo da China, em 2007.

Responsável pela tecnologia do Censo do IBGE de 2000 (superando a Xerox e a Unisys na concorrência), a Politec quer fornecer o sistema que vai analisar os dados de mais de 1 bilhão de chineses, no maior recenseamento da História da humanidade. Na Europa, o plano é oferecer o pacote completo, seja no setor financeiro, de sistemas para governos e de telecomunicações.

Criada por 3 digitadores em Goiânia, nos anos 70, a Politec começou a ganhar importância com o processamento de folhas de pagamento para bancos. No final dos anos 80, a empresa dominava o mercado bancário de Brasília e era a maior fornecedora de serviços de digitação do Centro-Oeste. Nos anos 90, quando o governo federal precisou digitalizar seus arquivos, a Politec, que já desenvolvia softwares, apresentou soluções inéditas de leitura de documentos e levou o cliente gigantesco. Hoje, a empresa tem filiais em 11 Estados e 50 grandes clientes, como Natura e Santander. O poder público, no entanto, ainda responde por metade da receita. ‘A Politec tem bom custo-benefício e, principalmente, criatividade’, avalia Cid Torquato, diretor-executivo da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico. O vôo global começou há 6 anos, quando a Politec comprou a Synergia, de Washington, especializada em digitalização de imagens. Tem 50 funcionários, a maior parte deles americanos. ‘A turma de Washington nos mantém antenados com as tecnologias de ponta’, diz Oliveira. Em 2005, a Politec cresceu 11% e espera outros 25% em 2006.

Para conseguir clientes internacionais, tem na manga um ranking da consultoria americana Dun & Bradstree, que concedeu 91 pontos à empresa, numa escala que vai a 100. ‘A Politec está provando que as empresas brasileiras estão prontas para alçar vôos globais’, diz Jairo Klepacz, secretário de Tecnologia do Ministério do Desenvolvimento.

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Comments

  • Bruno Kaneoya on February 15th, 2006 at 6:30 pm

    Oi Cris.

    Que bacana essa notícia!

    Eu tenho alguns amigos que trabalharam na politec. :)

    Beijos

  • Malkhut on February 16th, 2006 at 3:33 am

    Essa empresa, Politec, participou da elaboração de um edital de concorrência pública para os Correios, onde depois ela mesma ganhou a concorrência, ajudada pelo Maurício Marinho (aquele cupincha do Bob Jefferson). Mais de 50% do seu faturamento vem do governo federal brasileiro.

  • Chris Pessoa on February 16th, 2006 at 5:37 am

    O meu primeiro emprego foi na Politec. Eu não tenho do que reclamar, pois ela sempre foi uma empresa muito boa que via potencial nos seus funcionários. Eu sou um exemplo disso… foram até a minha faculdade, pegaram alguns alunos que os professores consideravam bons e deram treinamento. Acreditaram na gente e nos colocaram no mercado de trabalho. Não temos muitos exemplos de empresas que fazem isso aqui no Brasil… a não ser que sejam multinacionais.

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