Entrar nesse debate? Nem pensar. Tenho minha opinião e o direito de não expressá-la por respeito e tolerância. Nos blogs de alguns amigos já comentei que o ser humano é o único ser condenado à liberdade. E o que fazem desse direito é assustador. Liberdade de expressão? Sim, mas não a qualquer preço!
Na minha ‘peregrinação’ para mantê-los informados, encontrei desde velhos slogans como War is Business (Guerra é Negócio), até alguns pequenos tirando proveito da situação e vendendo… camisetas. Confiram:

Globo Online
Os muçulmanos têm mais uma razão para se queixar dos Estados Unidos. A fábrica de camisetas MetroSpy (especializada em mensagens republicanas) lançou um modelo com a reprodução de uma das charges publicadas originalmente na Dinamarca. Foram vendidas 120 peças no dia do lançamento do modelo. ‘Não podemos deixar os terroristas vencerem’, disse o gerente de produtos da firma, Nate Thomas. ‘Queríamos um jeito simples de exercer nossa liberdade de expressão.’

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Fórum de discussão com debate sobre charges de Maomé derruba o site de busca de notícias Topix. Em apenas uma semana foram 14 mil comentários. (blog do Tiago Dória)
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Site iraniano publica charge de brasileiro sobre o Holocausto
A segunda caricatura publicada hoje é de autoria do brasileiro Carlos Latuff.

No site iran.cartoon, ele retrata um palestino em lágrimas diante do muro erguido por Israel, usando a divisa de prisioneiros dos campos de extermínio nazistas: em vez da estrela de David, aparece o Crescente Vermelho.
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Charges de futebol irritam embaixada iraniana na Alemanha
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Os cartunistas estão certos
por Pedro Doria
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Alá, meu bom Alá!
por Zuenir Ventura
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Saem as primeiras charges sobre o Holocausto
O Globo
A primeira charge sobre o Holocausto foi publicada hoje em um site iraniano pertencente à Casa da Charge do Irã, que, junto ao jornal ‘Hamshahri’, promove um concurso internacional de charges sobre o tema, numa retaliação pela publicação no Ocidente de charges sobre Maomé.
A charge, que não contém nada que coloque em dúvida o Holocausto, é dividida em duas partes. Na primeira, com o título: ‘Auschwitz 1942’, vê-se um judeu com a estrela de Davi nas costas, que entra num campo de concentração levando um pacote. Em cima do portão está escrito: ‘O trabalho leva à liberdade’.

Na segunda, ‘Israel 2002’, vê-se o mesmo judeu que, com um fuzil pendurado no pescoço, se dirige para um campo parecido àquele de Auschwitz, onde aparentemente está acontecendo uma guerra. Desta vez em cima do portão está escrito: ‘A guerra leva à paz’.
Ao longo do dia, o site irancartoon.com retirou as charges de sua página de abertura.
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Concurso de Cartoons Anti-Semita
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Site iraniano publica primeira caricatura sobre Holocausto judeu
O site da Casa da Caricatura do Irã publicou nesta segunda-feira, o primeiro desenho do concurso internacional de caricaturas sobre o Holocausto judeu, convocado em associação com o jornal Hamshari (O povo).
Com o título
‘Onde está o limite
da liberdade de
expressão no
Ocidente?’,
no concurso,
podem concorrer
qualquer tipo de caricatura
sobre o genocídio
sofrido nos campos
de extermínio nazistas pelos 6 milhões de judeus de toda a Europa durante a Segunda Guerra Mundial.
O site www.irancartoon.ir explica que esta primeira caricatura sobre o Holocausto foi enviada por Michael Leunig, que vive em Melbourne (Austrália), ‘em solidariedade com o mundo muçulmano e para exercer a liberdade de expressão’.
Solidariedade??? Deus, Maomé, Buda, Oxalá, Alá, Mãe Natureza ou como quer que se chame quem nos ‘inventou’, com certeza deve estar muito desapontado…


















Malkhut on February 14th, 2006 at 5:37 am
Malkhut on February 14th, 2006 at 5:40 am
Pensando bem, eu admiro o empreendedorismo dos caras. Não que eu concorde com Michel Leunig, por exemplo, em ter solidariedade com o mundo muçulmano, mas concordo em exercer a liberdade de expressão. E se o povo pode meter pau na Mamomé, ahhh, então eles podem brincar com a história do holocausto, ou não?
Vinícius Factum on February 14th, 2006 at 5:41 am
Cris, tenho evitado ver charges… Parece que o que um dia foi a intenção de denunciar, hoje é uma ferramenta de provocação e de deformarção de pessoas, entidades, idéias e instituições.
Não apoio nenhuma delas. Penso que esses “profissionais” estão indo por um caminho que vai levá-los a serem descartados.
Pode e devem está faturando mais agora, mas em determinado momento esse bolo, por excesso de fermento, vai para a lixeira.
PS. Viu como eu sei perdoar.
Bruno Kaneoya on February 14th, 2006 at 6:10 am
Oi Cris
obrigado pelo seu comentário.
Fiquei muito feliz.
Bom, eu concordo com você. Liberdade, mas não a qualquer preço. Aliás, uma das únicas coisas sensatas que eu já ouvi Bush dizer.
Tudo isso é a banalização da história. Pessoas morreram, entes queridos faleceram e vidas foram destruídas. Tanta coisa para tirar sarro, pra que tirar sarro disso? tsc tsc.
Bom dia pra você! E mais uma vez, obrigado.
Beijos
Vera on February 14th, 2006 at 12:17 pm
Cris, a intolerância de ambos os lados está deixando a coisa mais preta do que é. para mim os dois lados erraram, só que agora nenhum deles vai querer dar o braço a torcer…infelizmente.
E sempre vai ter alguém para faturar com as desgraças do outro. Capitalismo é isso!!!
Bjos.
Malkhut on February 15th, 2006 at 4:38 am
Jesus canta I Will Survive na Bélgica (http://www.dailymotion.com/tag/country:be/video/25705). Será que o Bush (fundamentalista cristão) vai jogar uma bomba atômica na Bélgica?
Ahhh se fosse com Mamomé!