Tiny Machado de Campos
A sociedade contemporânea ainda não conseguiu extirpar de sua cultura problemas ligados à discriminação. No que diz respeito à condição feminina, a despeito de todas as campanhas e da mobilização das mulheres em todo o mundo, persiste a questão da injustificada diferença salarial. Porém, há um setor que tem contribuído muito para a queda desse tabu, ao demonstrar não haver razões racionais, além da herança cultural rançosa, para que homens e mulheres, no exercício do mesmo cargo, tenham salários diferentes: o franchising, no qual o sucesso de numerosas empresárias é a prova cabal do quanto a discriminação é política e profissionalmente incorreta.
O número de mulheres que aderiram ao franchising cresce de forma expressiva. Essas novas empresárias são dedicadas e se empenham a fundo no desenvolvimento de seus negócios, tendo como objetivo principal o sucesso, conquista de uma condição profissional digna, boa remuneração e melhor qualidade de vida (inclusive para a família) e, finalmente o mais importante, a independência financeira. As mulheres são administradoras por natureza, embora continuem despertando o ceticismo de alguns segmentos anacrônicos da sociedade. Essa vocação é estimulada pela própria experiência feminina na gestão da casa, do orçamento doméstico, das compras, alimentação, educação dos filhos e treinamento da empregada. Tais atributos, muitas vezes estigmatizados pejorativamente como obstáculos ao exercício profissional, constituem-se, na verdade, em precioso know-how para a administração de uma micro-empresa. Toda essa experiência tem analogia direta com conceitos do mundo dos negócios, como capital de giro, departamento de compras, gerência de produtos e serviços, treinamento e recursos humanos.
Atraídas pelas amplas oportunidades de negócios que o franchising tem oferecido, como alimentação, vestuário, educação e serviços, as mulheres aproveitam a sua experiência anterior na vida profissional e na gestão da casa para se tornar empresárias. E têm se saído muito bem nos negócios, pois agregam a tudo isso outras virtudes importantes: são ótimas observadoras e sentem melhor as necessidades dos consumidores, desenvolveram a inteligência emocional, fornecendo informações preciosas ao franqueador. Assim, se realizam profissionalmente numa das poucas áreas, senão a única, nas quais não há discriminação sexual e não se recebe menos por ser mulher. A exemplo de numerosos ex-executivos e funcionários que deixaram a condição de empregados e se transformaram em empresários, as mulheres descobrem as possibilidades do franchising, que não se limitam às grandes redes de fast food. Existem muito mais negócios relacionados ao sistema de franquias, que se adequam a diferentes portes de investimentos. É possível encontrar produtos e serviços relacionados ao franchising, nas mais diversas áreas.
A palavra ‘franchise’ significa estar livre de um emprego, ser dono de seu negócio próprio e, é claro, ter direitos e obrigações relacionados ao franqueador. Ao longo da última década, o franchising tem sido um fenômeno de desenvolvimento mundial. Até em épocas de crise, o seu crescimento, no Brasil e no Exterior, não pára. Hoje, com linhas especiais de financiamento, é um caminho excelente para quem, cansado de fazer carreira em grandes empresas e inseguro com o mercado de trabalho, deseja redirecionar sua carreira profissional.
Não existem obstáculos ideológicos ou tabus que barrem esse sistema eficiente de comercialização, industrialização e serviços, com a transferência de tecnologia. Bastar existir a demanda, que lá estarão as marcas capazes de responder às necessidades do mercado, nas mais diferentes áreas de atividades. Estabelecidas essas condições, o franqueador somente exigirá do franqueado, capacidade, espírito empreendedor e os recursos financeiros necessários ao investimento inicial, jamais questionando a sua condição de homem ou mulher.


















Marilyn on February 9th, 2006 at 9:56 pm
Cris, que legal!
Quer dizer que você também se questionou “Janice Who?”.
*hahahahahahahahahahaha*
Aparece cada figura, hein!
Poxa, bacana ter comentado, obrigada!
Gostei daqui também, textos bons e tudo muito *clean*!
Está linkada no *Toda Menina* com muito carinho!
E a gente troca figurinha agora!
Beijão!