
Não é tarefa fácil para os ocidentais conhecer a realidade de um paÃs localizado ‘do outro lado do mundo’, com 1 bilhão e 200 milhões de habitantes, organizado em culturas milenares diversas, dirigido por um partido comunista no poder há mais de meio século, apresentando forças produtivas que vão da tração animal aos chips das indústrias modernas e, detentor de um Ãndice de desenvolvimento nas últimas décadas invejável, embora com problemas sociais sérios para resolver. Nesse caso, o ‘negócio da China’ torna-se, um negócio altamente custoso. PaÃses que não estabelecerem sólidas relações com a China, poderão perder a oportunidade de beneficiar-se do crescimento chinês.
Crises no Brasil e, a China continua crescendo. Guerra no Iraque e, a China continua crescendo. Terrorismos, retomada do enriquecimento de urânio no Irã, crises por todo o Oriente Médio e a China continua seu desenvolvimento.
Como todos os caminhos do comércio internacional parecem levar à China, tanto a China quanto o dinâmico Sudeste Asiático estão na mira das exportações latino-americanas. Mas esse caminho em direção à �sia acha-se pontilhado de desafios culturais e estereótipos que terão de ser superados para que homens de negócios e consumidores se entendam em uma região geográfica tão diversa. Como galgar as escadas desse império? Que elementos devem conter uma estratégia de negócios e de formação de capital humano para que seja bem-sucedida na �sia? Aprimorando-se as capacidades profissionais e humanas de forma a enfrentar o desafio imposto pelo comércio com a �sia.
É vital combater-se a enorme ‘distância cultural’ que para estreitar-se o intercâmbio comercial bilateral. A percepção do público comum, de indivÃduos simples e sem maior preparo, no que diz respeito a asiáticos e latino-americanos, contém inúmeros estereótipos e preconceitos.
Como os asiáticos vêem os latinos? Como politicamente instáveis, economicamente incompetentes, muito inclinados à retórica e à ideologia, pouco confiáveis e muito dependentes dos EUA. Portanto, aos olhos dos asiáticos comuns, há imagens que, embora não estejam totalmente fora da realidade, apresentam um acentuado déficit de informação e se limitam apenas a aspectos negativos. Isto faz com que os chineses vejam a região como terra de caudilhos ou de golpes de Estado e de pessoas que abusam do discurso retórico, donos de promessas fáceis e imediatas que não se cumprem.
Como os latinos vêem os orientais? Como seres misteriosos e enigmáticos, pragmáticos e centrados apenas em seus próprios interesses, autoritários e inflexÃveis, orgulhosos de suas riquezas e não fazemos diferença alguma entre os povos dessa região, identificando a todos como chineses. Um bom exemplo disso é o caso do ex-presidente do Peru, Alberto Fujimori, que apesar de sua origem japonesa foi apelidado de chinês. Essa idéia arraigada de que todos os asiáticos são iguais é fruto da ignorância, já que só na China existem mais de 55 etnias diferentes.
Entre um homem de negócios asiático e seu colega latino-americano, ou entre um diplomata e outro, a percepção é mais refinada porque o relacionamento se dá em um nÃvel em que o grau de informação é maior. Quem quiser estabelecer uma relação mais objetiva, como numa negociação comercial, terá de se familiarizar com a cultura local e adotar um comportamento mais profissional. Isso fará com que os estereótipos de ambas as partes desapareçam aos poucos.















Bruno Kaneoya on February 9th, 2006 at 8:51 pm
Oi Cris!
Bom, já escrevi alguma coisa sobre a China.
Eu penso que o Brasil não tem como competir com a China em alguns produtos. Simplesmente porque a China tem uma mão de obra quase miserável. Bom, com o aumento do salário mÃnimo, é bem improvável que a gente tenha uma mão de obra tão barata quanto a deles.
Os chineses estão destruindo a sua natureza e a sua gente. Não sei onde isso vai acabar.
E tem muito preconceito sim. Eu sou brasileiro, decendente de japoneses. E várias vezes me chamaram de “China”.
Eu diria que o que o chinês tem de aplicação o brasileiro tem de criatividade. Portanto eu acho que é este o caminho para uma relação comercial bem sucedida entre os paÃses.
Boa noite!
Beijos
Malkhut on February 10th, 2006 at 5:37 pm
Os latinos até que erram (um pouco) na sua visão sobre os chineses, mas os orientais não erram nenhum pouquinho sobre os latinos. aquilo ali é o retrato do latino americano.
Mas, comentando agora o sucesso chinês, vamos convir que assim é fácil né? Com trabalho semi-escravo (para ser um pouco otimista) qualquer um cresce. Quero ver crescer respeitando direitos humanos, meio-ambiente e tudo o que um ser humano deve respeitar na sua caminhada.
Business Opportunities Weblog Brasil | �sia II - Negociando A Bolha Asiática on February 15th, 2006 at 5:51 am
[...] Continuando nosso assunto Ã?sia I – A Verdadeira Muralha da China, o segredo está em aprender mais sobre os mistérios da cultura asiática: [...]
Business Opportunities Weblog Brasil | Ã?sia III - Desvendando Mistérios Culturais, Religiosos e LingüÃsticos on February 16th, 2006 at 5:44 am
[...] Em seqüência a nossa série de posts Ã?sia I – A Verdadeira Muralha da China e Ã?sia II – Negociando a Bolha Chinesa, vamos conferir mais alguns aspectos do estilo de vida asiático. [...]
lau e diana on March 17th, 2006 at 10:40 am
gostamos muito mas achamos que deveriam publicar mais imformação sobre a muralha da china
Lara on May 26th, 2006 at 1:34 pm
eu queria so a localizaçao geografica da china pra um trabalho de geografia
André on May 20th, 2008 at 8:53 pm
Acho que o melhor caminho é o entendimento entre os orientais e nós americanos somos um unico povo uma unica nação e por isso paz