Washington Olivetto e A Arte de Vender Idéias

February 7, 2006 by Cris Zimermann | 2 Comments
In DNA Brasil, Estilo de Vida Empreendedor, Garotos do Brasil, Made in Brasil, Marketing

Fonte: e-Learning
Criatividade é a primeira palavra que vem à cabeça quando se fala de Washington Olivetto. Basta ouvir seu nome para que nosso cérebro percorra, em uma fração de segundos, uma série de imagens de comerciais de TV que ficou indelevelmente gravada no imaginário popular ao longo das últimas décadas. A criatividade, contudo, é apenas uma das características de Olivetto. O presidente da W/Brasil é também um empreendedor de sucesso, além de ter sido eleito publicitário do século pela Associação Latino-Americana de Publicidade e detentor de uma infinidade de prêmios.

…. Ao perguntar a Olivetto quanto tempo ele precisava para comprar uma idéia, ouvi a seguinte resposta: ‘A gente exercita tanto a síntese para criar que acaba exercitando também a síntese para julgar. Então, a princípio, sou um julgador rápido de uma nova idéia. A verdade é a seguinte: no caso das idéias, se elas são verdadeiramente relevantes, empolgam de imediato. Se a idéia necessitar que você faça uma reunião para discuti-la, é porque certamente não é boa’.

Ao inquirir Olivetto sobre as chances de reverter uma impressão inicial negativa, recebi uma interessante resposta. ‘Não é tão fácil, mas é possível. Às vezes, essa impressão inicial negativa pode até ser a possibilidade de um gancho para uma reversão espetacular’, disse-me ele. Como exemplo, o publicitário mencionou o caso do ex-jogador de futebol Johan Cruyff, que comandou a lendária seleção holandesa da Copa de 74. Cruyff é a personalidade mais admirada em sua terra natal. ‘Ele tem em sua personalidade todos os componentes do grande herói, muito talento, é um jogador batalhador, excepcional etc. Mas havia um componente que atrapalharia muito um esportista: ele era um fumante, coisa que para um esportista não pega bem. Porém, o fato dele não esconder isso, de divulgar o assunto como um grande defeito seu, gerou uma aura de simpatia que valorizou todas as suas outras qualidades’. Essa história nos traz uma importante lição: na era das imagens pré-fabricadas, um valor tão raro de se encontrar nos dias de hoje, a honestidade ainda é a melhor forma de vender uma idéia e consolidar uma reputação.

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Comments

  • Bruno Kaneoya on February 7th, 2006 at 6:41 am

    Oi Cris

    eu particularmente admiro muito o Washington Olivetto.

    Ele deu uma entrevista no programa AVESSO que passa na SONY e falava: “Às vezes a melhor maneira de ser o mais global possível é ser o mais regional possível.” Comentário sobre o comercial com a Gisele Bunchen e as tatuagens.

    Acho ele um gênio e é corinthiano!!! :)

    Beijos

  • Vinícius Factum on February 7th, 2006 at 9:20 am

    Cris, ainda bem que existem profissionais como o Washington… Sabe como valorizar um produto e como investir numa idéia ou marca. Talvez seja como comer um acarajé. Você abre ao meio, põe vatapá em uma das bandas, adiciona salada na outra e pressiona levemente para que aja o sabor do conjunto de forma única… Aí é só degustar com cuidado para que a essência não se perca. Isso é o sucesso!

    Que malvadeza. Meio-dia e eu falando disso… Então, só resta a você ficar com água na bôca! Bjs!

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