
O Que Esses Dois Vieram Fazer Por Aqui?
Elis Monteiro
Vestidos de camiseta verde e amarela com um slogan do Google
Brasil, Larry Page e Sergey Brin, os dois bilionários criadores da mais popular ferramenta de buscas do mundo, apareceram no país, semana passada, dispostos a conhecer seus dois escritórios, em São Paulo e Belo Horizonte. Pelo menos essa foi a justificativa dada à imprensa, convidada de surpresa para um encontro com os dois jovens fundadores da marca mais forte do planeta. Simpáticos e acessíveis, Page e Brin vieram direto de Davos, na Suíça, onde participaram do Fórum Econômico Social, para uma visita surpresa ao país que, segundo eles, tem um potencial enorme a ser explorado.
A primeira parada deles foi numa das principais usinas de álcool do país, a Cosan, no interior de São Paulo, o que levantou a hipótese de a dupla estar pensando em diversificar seus negócios. A visita ao Brasil aconteceu justamente na semana em que a internet inteira se perguntava: por que a Google, empresa considerada ‘boazinha’ e que inclusive usa o slogan ‘don’t be evil’ (não seja mau), aceitou se submeter à censura prévia do governo chinês, que a obrigou a cercear as buscas dos usuários daquele país? Em São Paulo, Sergey Brin respondeu:
— O caso da China é muito complexo. Nasci em Moscou em 1973, ou seja, controle de governo é uma coisa da qual eu entendo e não gosto. Mas conversamos com grupos de direitos humanos e decidimos que seria muito melhor entrar naquele mercado, para que as pessoas de lá tivessem acesso a informação e comunicação — disse.
Não é só isso, claro. O mercado chinês tem, hoje, 115 milhões de usuários de internet e um potencial inesgotável de crescimento. Não dava para o Google abrir mão dele. Quando conversou com o GLOBO, Page não negou isso. Seria a decisão de acatar a censura do governo chinês contraditória com a ideologia do Google de ‘fazer sempre o bem’?
— Não dá para negar informação a um bilhão de pessoas. Há 115 milhões de chineses que acessam a internet e precisam de informações para seu trabalho — disse Page.
Não é nem de longe a opinião da maioria. Lá fora, a discussão ainda ferve. Na quarta-feira, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Representantes dos EUA não só criticou a decisão da Google — assim como as de Microsoft e Yahoo! — de capitular frente a Pequim, como anunciou que pretende elaborar um código de conduta para coibir este tipo de atitude. Mas, peraí: será que tem santo nesta história?













Bruno Kaneoya on February 7th, 2006 at 6:36 am
Oi Cris
eu falei em algum lugar que o Google tinha interesse no álcool, mas não lembro onde.
O Bush deu um prazo de 6 anos para que o país possa desenvolver a sua tecnologia de combustível alternativo, no caso o álcool. Que no caso deles é proveniente do milho e não da cana de açúcar.
Mas enfim. O Google, pode e tem condições para pesquisar, mas acho improvável que eles entrem no setor energético assim de uma hora para outra.
Beijos
Malkhut on February 7th, 2006 at 8:51 am
Eu já dei minha opinião sobre isso em http://www.fischerit.com.br/blog/google-china-e-eua.html
Malkhut on February 7th, 2006 at 1:40 pm
Vocês é que não entenderam nada, confundiram tudo. Eles vieram aqui conversar com o governo lulla para saber se ele gostaria que o Google bloqueasse as buscas em que a palavra álcool e Larry aparecessem juntas.
Business Opportunities Weblog Brasil | Google Calendar on April 15th, 2006 at 1:00 pm
[…] Para usar o Google Calendar, calendário online e gratuito da Google, é preciso configurar fuso horário. Mas não há opção para o Brasil Mas peraí, os caras conseguiram chegar até aqui, até o… … Jonathan Schwartz tirou a camisa preta com o logotipo da americana Sun Microsystems e revelou o uniforme da seleção brasileira que vestia por baixo, a platéia que lotava o Transamérica Expo Center, em São Paulo, aplaudiu com entusiasmo. O presidente mundial da fornecedora de equipamentos, software e serviços de tecnologia retribuiu: ‘O próximo Google será uma empresa brasileira’… […]
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