Poder aquisitivo, estabilidade, interesse por novidades e muito tempo disponível. Subestimados como consumidores, os mais velhos costumam também ser descartados como força de trabalho. Seus hábitos e o sucesso de programas desenvolvidos no varejo para contratar funcionários da terceira idade mostram que essa faixa etária é cada vez mais parte integrante do jogo econômico. Agora, quem corre o risco de ficar caduco é o empresário que ignorar o poder grisalho – fenômeno que está apenas despontando no Brasil.
Os velhinhos não ficam mais trancados em casa, vendo TV ou fazendo tricô. 1/3 deles viajou pelo país nos últimos 12 meses e tem como hábito fazer compras em shopping. Mulheres com mais de 65 anos são ainda mais ativas que os homens da mesma idade. Sozinhas e ainda dispostas, costumam fazer compras em lojas de departamento, comer ou passear em shopping e até jogar em bingos com mais freqüência que os homens da mesma idade.
Os idosos continuam se atualizando e comprando. E a massa tende a crescer de forma relevante nos próximos anos, na medida em que a população envelhece e a taxa de nascimentos é reduzida. O pessoal da terceira idade tem um poder de compra acima da média nacional, fruto de uma vida inteira de trabalho e poupança.
Pessoas acima de 60 anos também estão do outro lado do balcão. Redes de lojas e shopping centers estão abrindo espaço para a experiência de funcionários nesta – ou acima desta – faixa etária. Programas desenvolvidos no varejo confirmam que contratação de idosos traz equilíbrio ao ambiente.
O percentual de interessados em profissão e mercado de trabalho chega a 32%, embora apenas 11% trabalhem. Isso reflete a falta de oportunidades. A presença de idosos acaba estimulando jovens e outros idosos. Como clientes ou funcionários, os idosos integram-se naturalmente a ambientes agitados – e mostram que já é hora de preconceitos e estereótipos ficarem para trás.
Em relação às novas tecnologias, porém, a adesão dos mais velhos é parcimoniosa. Embora 21% tenham microcomputador no lar, somente 3% acessado a internet regularmente. Enquanto o índice de posse de telefones celulares na população é de 41%, entre os idosos o nível cai para 15%. E tem mais, saiba que a terceira idade é mais generosa que a média da população, pois colabora mais com ações beneficentes (30% diretamente e 19% por meio de programas de TV) e 10% deles atuam como voluntários.
Velho? Velho é você que não enxerga o novo!















Vinícius Factum on January 26th, 2006 at 7:38 am
Eu enxergo! Aliás, na verdade são eles. Cris, o que tenho de aluno da melhor, maior, terceira (como quiserem rotular) idade, não é brinquedo. Sr. Edwaldo (apreciador de vinhos) é um deles aos seus 90 anos no final da aula e de bem com a vida diz: “Alcool para esquecer os tormentos da vida, ou quem sabe Deus, cavar tormentos ainda maiores…”. É de Olavo Bilac. A capacidade e disposiçaõ dessa galera é algo comovente. São discriminados em casa e o mais interessante é que as mulheres, sempre elas, são as que mais se interessam em aprender. Isso é longo, noutro momento posto no meu Blog. Velho é o tempo, e olhe que ele não pára.
Vera on January 26th, 2006 at 1:46 pm
Cris não demora muitos anos estou chegando lá…cruzes!!!
Estou brincando…não tenho receio porque sei qque o mercado para este público está aumentando e tem que ser porque a população brasileira está envelhecendo e deixaremos de ser um país de jovens (muitos estão morrendo por drogas, armas de fogo, acidentes de carros, etc…) e nos tornaremos um país de velhos.
Quem investir nesta área , a longo prazo so vai ganhar…
Bjos.