Ag. Estado
Com o pouco tempo de que dispõe, o Brasil tem sido o país mais produtivo cientificamente dentro do Observatório Gemini, um consórcio internacional de dois grandes telescópios no Chile e no Havaí. Em cinco anos de pesquisa, o País foi responsável por 5% dos trabalhos publicados, apesar de ter apenas 2,5% de participação no projeto, ou o equivalente a até 18 noites de observação por ano. Segundo o último balanço divulgado, isso corresponde a pelo menos o dobro da produção científica de outros países participantes, que incluem Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Chile, Austrália e Argentina.
Quantitativamente, os números não parecem tão impressionantes. Mas o destaque é para a produtividade.
Diplomáticos, os cientistas evitam se comparar aos colegas de outros países. Mas o diretor do observatório, Jean-René Roy, não poupa elogios ao esforço brasileiro. ‘De fato, comparado aos outros países parceiros com maior participação, como EUA (50%), Reino Unido (25%) e Canadá (15%), o Brasil tem se saído muito bem em termos de publicação de trabalhos’, disse Roy à Agência Estado. Segundo ele, os brasileiros foram duas vezes mais produtivos que os canadenses, três vezes mais produtivos que os americanos e quatro vezes mais produtivos que os britânicos.
Segundo o diretor do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), Albert Bruch, o Brasil tem a vantagem de que seus projetos não exigem muito tempo de telescópio, o que favorece a rápida conclusão e publicação dos resultados.
O País também se prepara para participar do projeto e da construção de instrumentos para ambos os telescópios. O Brasil terá US$ 2 milhões, de um total de US$ 75 milhões, para uso na montagem das peças e treinamento de pessoal. ‘Pela primeira vez vamos ter um retorno tecnológico direto do Gemini’, comemora Bruch.


















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