Atrás das Grades: Bons Negócios Para as Serralherias

December 26, 2005 by Cris Zimermann | 1 Comment
In Estilo de Vida Empreendedor, Idéias de Negócios, Socorro! Isto é o Brasil, Sorocaba

Sorocabanos se prendem para buscar proteção contra os ladrões

Carlos Araújo
A movimentação de operários nas serralherias e o ruído produzido pelo manuseio de soldas e ferramentas são intensos em três serralherias (duas do Jardim Zulmira e uma do bairro Santa Terezinha) e representam um termômetro de que a fabricação de grades vai muito bem.

Numa serralheria da rua Humberto de Campos, a procura de clientes pela produção de grades aumentou 60% em 2005 na comparação com 2004, segundo avaliação da secretária Aline Milani Cardozo da Costa. ‘A maioria acaba vindo buscar a grade depois que aconteceu alguma coisa (furto ou arrombamento)’, diz Aline.

O proprietário de outra serralheria do Jardim Zulmira, Fernando Cruz, afirma que todas as casas construídas fora de condomínio são projetadas para ter segurança e o uso da grade é um item indispensável.

Entre os clientes que entram na serralheria, vários têm histórias semelhantes: ladrões tentaram arrombar a casa ou entraram e fizeram uma limpeza em tudo. Cruz conta que nesses casos o morador fecha todas as possíveis entradas com grade: ‘Aí ele fica desesperado, quer a grade para ontem.’ A procura é constante. ‘Os moradores cada vez estão se cercando mais’, diz o proprietário de uma serralheria de Santa Terezinha, Carlos Alberto Milani.

Cruz observa que há 15 anos as grades à frente das casas tinham em média 1,80 metro de altura. Agora, a altura média aumentou para 2,20 metros.

Um portão de três metros de largura custa em média R$ 700,00. Para fechar com grade a frente de uma casa com 10 metros de largura, o custo sai por algo em torno de R$ 2.300,00. Também há grades de menor preço, de R$ 110,00 ou R$ 160,00. Os valores variam de acordo com o tamanho e o estilo das grades.

foto: Aldo V. da Silva

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Comments

  • Ivan on December 26th, 2005 at 2:29 pm

    Esse é um assunto sério que nos faz pensar sobre o que há “por trás” da criminalidade: além do prejuízo direto da vítima e da sociedade, que se vê violentada com o ato criminoso, existe a “indústria do crime”, ou seja, de quem lucra muito com isso (as serralherias, as empresas de segurança privada, de alarmes automotivos, e, principalmente, as seguradoras).

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