Fazer Dinheiro Sem Mensalão e Através do Relacionamento

December 22, 2005 by Cris Zimermann | 0 Comments
In Dicas, Estilo de Vida Empreendedor, Marketing

É no relacionamento com potenciais clientes que você tem a oportunidade de capitalizar o seu futuro negócio.

Tudo se resume em fazer dinheiro. Claro, dentro da legitimidade. Essas histórias de mensalão e concorrência superfaturada podem até render casa de praia e carrões importados. Mas não deve fazer parte do horizonte de quem quer montar um novo negócio e viver despreocupado com uma ordem de prisão e confisco de bens.

Fazer dinheiro exige capacidade de colocar planos de pé. Identificar uma oportunidade nem sempre é garantia de se conseguir torná-la eficiente a tal ponto que se reproduza gerando lucros e dividendos legais para nos sustentar e à nossa família.

O principal erro é tentar fazer dinheiro apenas. As pessoas esquecem que dinheiro é o resultado de relacionamentos em torno de necessidades. Se eu preciso de algo, vou pagar para adquirir. Seja um produto ou serviço.

Do ponto de vista do cliente, na escolha de um produto ou serviço, ele (ou ela) está pressionado pela necessidade, muitas vezes urgente.

Com mensalão é fácil
Se sua intenção é fazer dinheiro e se aceita as premissas que estou expondo, o caminho mais eficiente é associar as necessidades dos clientes potenciais com seus talentos. Se você é um enfermeiro, será natural que aproveite as oportunidades que surgem para o atendimento de pessoas idosas, em suas moradias. Essas pessoas precisam de cuidados médicos, mas suas famílias não aceitam que qualquer pessoa as atenda.

Daí ser importante que você estruture seu negócio no relacionamento com as famílias das pessoas idosas. Muito mais do que cercar aposentados e pensionistas na rua e oferecer agressivamente seus serviços, você terá suas chances aumentadas quando tiver um bom resumo de suas atividades, boas referências e paciência para apresentar seus serviços.

Repetimos, o relacionamento é a base que sustenta e potencializa todo e qualquer novo negócio. Não é, portanto, a fúria de se ganhar dinheiro a qualquer custo.

Por isso, os empreendimentos que se sustentam apenas na instalação de um escritório ou de uma loja de rua tendem a dar errado. Não é o fato de seu escritório estar em um prédio bonito que fará com que seus potenciais clientes o percebam. E mesmo sua loja numa avenida movimentada não significa que clientes vão correr para suas mercadorias.

Exige mais que isso. E o principal é sua capacidade de se relacionar com grupos de clientes. Seja através de telefonemas permanentes, visitas pessoais, e ajuda de eventuais clientes. Ou seja, investir muito mais no relacionamento que na oferta pura e simples de produtos e serviços.

Cada tipo de produto e serviço exige uma criatividade diferenciada para convencer os clientes de que você oferece a melhor respostas aos problemas deles. Nessa hora, imprimir panfletos dizendo que você é a melhor pizzaria do mundo pouco significará para seu eventual cliente.

Ele quer o seu sorriso, ver a limpeza de seu avental, confiar que seus produtos são de qualidade e que tem um excelente pizzaiolo cuidando da empresa. Vai se interessar também pela motivação de seu pessoal e se é uma pizzaria cuidada com o carinho de um empreendimento familiar.

Se você conseguir passar essas informações, bingo!, o seu novo empreendimento tem chances de dar certo. Fora disso, vai gastar o pouco dinheiro que tem falando bem de você mesmo e ser surpreendido pela indiferença dos clientes. Que, nessa hipótese, querem muito mais que a pizza.

Querem ver a sua alma, seu nome, seu jeito de ser presentes por inteiro no negócio.

Fonte: Revista Isto-é Dinheiro

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