Tom Coelho
Bebês não sabem nada de ansiedade e angústia.
Ainda não tiveram a oportunidade de aprender estes conceitos – desaprendendo parcialmente sua autenticidade. Hedonistas por natureza, vivem o momento presente. Quando descobrem que é possÃvel equilibrar-se apenas com as pernas, enxergando o mundo sob outra perspectiva, alcançando objetos antes inatingÃveis pelo engatinhar, colocam-se teimosamente a praticar. Insistem, persistem, não desistem. Entre uma queda e outra, a obstinação pelo objetivo traçado. E a certeza do cumprimento da meta: andar.
Passos de bebê. Está é a lição que devemos aprender. Com eles e com suas mães. Porque as mulheres sabem como dosar a ponderação.
Talvez os nove meses de espera as tenham ensinado a virtude da paciência.
Talvez as dores do parto as tenham ensinado o poder da resignação.
Talvez a responsabilidade da amamentação na calada da noite as tenha ensinado o significado da tolerância. Os relacionamentos mais estáveis e os sentimentos mais verdadeiros são cultivados e conquistados. São como uma semente que necessita de água periodicamente para florescer e frutificar. Assim são o respeito, a admiração e a confiança.
Passos de bebê para o autodesenvolvimento, aprendendo uma nova palavra em um novo idioma a cada dia, lendo um capÃtulo de um livro a cada noite, instruindo-se para instruir. Como diria Sêneca, “goste de aprender porque lhe capacitará a ensinarâ€?.
Passos de bebê na vida profissional, executando as tarefas rotineiras, mas implementando novos projetos gradualmente, compartilhando decisões, promovendo pequenas mudanças reais que contemplem um planejamento maior e de longo prazo.
Passos de bebê para a vida pessoal e espiritual, porque o amor e a fé são ainda mais apreciáveis quando desenvolvidos em vez de apenas impostos, quando construÃdos em vez de meramente herdados e quando sentidos em vez de simplesmente compreendidos.















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